MBRF: R$ 500 milhões para ter a maior fábrica de colágeno do mundo
A dona da Sadia vai triplicar a produção da Gelprime, sua fábrica de colágeno em Londrina (PR) – e torná-la a maior do mundo no setor. Entre a compra de 50% do capital da empresa e a expansão dela, o investimento soma R$ 500 milhões.
Por décadas, frigoríficos venderam pele, cartilagens e tendões por mixaria. Agora, com o boom de proteína adicionada, o colágeno virou ouro – e as aparas de boi se tornaram matéria-prima de um mercado de US$ 1,3 bilhão.
Sem sabor nem aroma, o colágeno é ideal para criar versões proteicas de alimentos industrializados. E a margem de lucro fica em 30%, contra menos de 10% na carne in natura.
A MBRF não está sozinha. A JBS inaugurou sua fábrica de colágeno no interior de São Paulo em 2022. E a americana Darling Ingredients pagou US$ 1,2 bilhão por uma produtora daqui, a catarinense Gelnex.
Leia mais nesta reportagem de Rikardy Tooge.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
🛒 O divórcio conturbado do Casino com o GPA
👔 Mais um capítulo da rixa no Azzas 2154
🏝️ Uma usina solar em Fernando de Noronha
✈️ A aposta da Berkshire na Delta
HIGHLIGHTS
🛒 Casino decide sair do GPA, nem que seja na marra
O Casino está decidido a sair do GPA, apurou o InvestNews – e vai se desfazer de sua participação de 20% vendendo as ações no mercado em vez de negociar a fatia com um comprador só. A estratégia era vender os papéis em bloco, mas a diretoria do GPA entrou na Justiça para brecar o movimento.
👔 Birman contra-ataca no Azzas
Há uma semana, Roberto Jatahy, acionista e head de moda feminina do Azzas 2154, foi à Justiça após o CEO Alexandre Birman tirar a marca de roupas Reserva de sua alçada. Agora, Birman deu o troco: entrou com uma ação contra Jatahy na Câmara de Arbitragem da B3. A rixa continua.
UMA IMAGEM

A distribuidora Neoenergia inaugurou na sexta (15) um complexo com 4.800 placas solares em Fernando de Noronha. Essa é a primeira fase de um projeto que prevê zerar as emissões no arquipélago até 2027.
Hoje, apenas 10% da matriz de Noronha é renovável – todo resto da oferta de energia é óleo diesel. A ilha queima 900 mil litros por mês.
A Usina Solar Noronha Verde terá mais de 30 mil painéis solares, capacidade para abastecer 9 mil casas e baterias gigantes – para usar à noite uma parte da energia gerada de dia.
Na foto: Complexo flutuante de energia solar no Açude do Xaréu, em Fernando de Noronha. Crédito: Divulgação/Neoenergia.
SÉRIE: ESTRATÉGIAS PARA VIVER DE RENDA
O título mais rentável do Tesouro Direto
O Renda+ pode quadruplicar seu investimento em termos reais, acima da inflação. Entenda esse e outros títulos do Tesouro, no 2º episódio desta nova série do InvestNews.

Greg Abel ignora aversão de Buffett a aéreas e põe US$ 2,6 bilhões na Delta
“Ligo para um 0800 quando me dá vontade de comprar ações de aéreas”, disse Warren Buffett certa vez, de brincadeira. “Eu digo: meu nome é Warren e eu sou viciado em aviões. E aí eles me convencem a desistir.”
O trauma data de 1989, quando Buffett pôs US$ 358 milhões na USAir. Vendeu os papéis em 1998 e lucrou por um fio. Pouco depois, em 2002, a aérea entraria em recuperação judicial.
O essencial: Greg Abel, sucessor de Buffett no comando da Berkshire, ignorou o Oráculo de Omaha e comprou US$ 2,6 bilhões em ações da Delta. A aérea dá lucro, mas o setor como um todo vai mal por causa da crise do petróleo. A ver se, desta vez, a aposta se paga.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
R$ 670 bilhões
É o tanto de dívida que as empresas brasileiras, em conjunto, estão renegociando neste momento. O valor equivale a 10% de todo o estoque de crédito corporativo do Brasil.
O dado é da consultoria Virtus BR a pedido do Valor. A Raízen, que está em recuperação extrajudicial com R$ 65 bilhões em dívidas, é responsável por quase 10% desse total.
Portanto, a sucroalcooleira está com praticamente 1% de todo o dinheiro emprestado a companhias no país.
UMA FRASE
A Cosan não vai acabar, absolutamente.
UM GRÁFICO

O agronegócio brasileiro faturou US$ 16,6 bilhões com exportações em abril – uma alta de 11,7% em 12 meses e um recorde para esta época do ano.
Abril, no calendário do agro, é importante porque é o auge da exportação de soja. Neste ano, a importância é redobrada, porque a safra do grão foi a maior da história: 174 milhões de toneladas. 40% disso vai para a China.
Não adianta produzir sem logística para escoar: a alta nas exportações também reflete a inauguração de ferrovias e hidrovias capazes de levar a safra homérica aos portos.
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Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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