Tudo por assinatura: a expansão sem freio das cobranças recorrentes
Streaming, delivery, backup na nuvem, Tinder… As mensalidades de R$ 15 ou R$ 30 parecem irrisórias. Mas, somadas, assinaturas de apps e serviços se tornaram uma fatia razoável (e crescente) do orçamento doméstico.
56% dos 2 mil brasileiros entrevistados em uma pesquisa da empresa de pagamentos Vindi disseram gastar até R$ 200 mensais com assinaturas – e 17%, mais de R$ 200.
O número real pode ser maior, porque é fácil assinar algo e depois se esquecer: 39% dos entrevistados que já cancelaram algum serviço disseram que não aproveitaram como deveriam.
O essencial: Problemas à parte, o modelo não deve perder espaço. Para as empresas, gera receita previsível e retém clientes. Para o consumidor, reduz o atrito de contratar e manter serviços – ainda que ao custo de pagar alguns deles sem usar.
Leia mais nesta reportagem de Greg Prudenciano.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
💧 Um aporte de R$ 5 bilhões na Aegea
🛒 As demissões no Grupo Mateus
⛽ A sonegação homérica da Refit
💸 O fim da Cosan, segundo seu CEO
HIGHLIGHTS
💧 Itaúsa e GIC fazem aporte na Aegea
O fundo soberano de Singapura (GIC) e a Itaúsa vão fazer um aporte de até R$ 5 bilhões na Aegea. A concessionária de saneamento deve usar parte do dinheiro em sua oferta na privatização da estatal mineira Copasa.
🛒 Grupo Mateus enxuga a folha
O Grupo Mateus demitiu 6.673 funcionários, 14% do quadro, entre o 4º tri do ano passado e o 1º deste ano. O objetivo é reequilibrar as despesas operacionais, que cresceram 24% em um ano devido à abertura de 17 lojas e à compra da rede Novo Atacarejo, com 29 lojas.
🚂 A fila por uma fatia da Rumo
A Cosan, que está vendendo ativos para reduzir sua dívida, já recebeu pelo menos oito propostas de empresas interessadas em comprar uma participação na Rumo. Na lista estão Bunge, Inpasa e o Grupo Ultra.
UMA IMAGEM

Os hotéis e restaurantes Fasano respondem por 30% do faturamento da JHSF, a holding voltada a empreendimentos de luxo. É a maior fatia, superando shoppings, condomínios e o aeroporto Catarina, de aviação executiva.
Ainda assim, essa parte responde por apenas 10% do lucro operacional, a menor fatia. Mas a JHSF segue com a aposta. Vai aumentar a quantidade de hotéis de 11 para 19.
Veja mais no primeiro episódio de Por Dentro do Luxo, a nova série do InvestNews, apresentada por Letícia Toledo.
Na foto: hotel Fasano no condomínio Fazenda Boa Vista, em Porto Feliz (SP). Crédito: Divulgação
SÉRIE: ESTRATÉGIAS PARA VIVER DE RENDA
ETFs de dividendos: a forma mais segura de receber proventos
Eles montam uma carteira diversificada e fazem pingar dinheiro na conta todo mês. Entenda a mecânica desses ETFs no 5º episódio desta série do InvestNews.

Toshihiro Mibe, CEO da Honda
Entre Biden e Trump, Honda registra seu único prejuízo em 69 anos
Em 2021, o governo Biden determinou que metade dos 0 km vendidos nos EUA fossem eletrificados até 2030. A Honda ouviu – e se mobilizou para desenvolver EVs para o mercado americano, que absorve 40% da produção da montadora.
Então, veio Trump 2, que voltou atrás nas isenções e nos subsídios verdes e frustrou os planos dos japoneses. Hoje, só 6% dos carros vendidos nos EUA são elétricos. A Honda projetava 15% em 2026.
O essencial: a Honda precisou cancelar três modelos elétricos e um complexo de US$ 11 bilhões no Canadá. Ao todo, perdeu US$ 10 bilhões – e registrou seu primeiro prejuízo desde que abriu o capital, há 69 anos.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
R$ 52 bilhões
É o tanto que o Grupo Refit deve em impostos sonegados. A maior parte é ICMS: R$ 40 bilhões.
A empresa fundada em 1954 como Refinaria de Manguinhos foi comprada em 2008 pelo empresário Ricardo Magro, e agora é investigada na Operação Sem Refino da PF.
UMA FRASE
Em três a cinco anos, é bastante razoável dizer que a Cosan deixará de existir.
Para o executivo, o que resta é concluir o “processo de desinvestimento e de redução da alavancagem” – ou seja: vender o que der para reduzir a dívida bruta de R$ 19,2 bilhões –, e depois, dissolver o grupo, que inclui empresas saudáveis como Rumo e Compass, repassando as participações aos acionistas.
UM GRÁFICO

A SpaceX pode fazer seu pedido de abertura de capital já nesta quarta (20). A empresa de Elon Musk se avalia entre US$ 1,75 e 2 trilhões – e planeja captar US$ 75 bilhões no que seria o maior IPO da história. A estreia na bolsa está planejada para 12 de junho.
Se o IPO sair no alvo, a participação de 43% que Musk tem na SpaceX passa a valer US$ 752 bilhões e sua fortuna quase dobra: hoje, ele tem pouco mais de US$ 800 bilhões.
Musk, portanto, está na antessala do primeiro trilhão individual da história. E já declarou: “não vou vender nenhuma ação”.
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Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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