Maior empregadora do país não teme o fim da escala 6x1
O Grupo GPS fornece profissionais como faxineiros, seguranças e copeiros para mais de 5 mil empresas brasileiras, da Petrobras à B3. De seus 185 mil colaboradores – a empresa é a maior empregadora privada do país –, 5% trabalham na escala 6x1. Mas a empresa não vê o eventual fim da escala com pessimismo.
Em geral, os terceirizados que só têm um dia de descanso semanal faltam mais, se atrasam mais e têm dificuldade em bater metas. Os clientes punem essas falhas com “glosas” – descontos no pagamento ao GPS.
Com dois dias de descanso, a tendência são menos glosas e, por tabela, contratos mais rentáveis. Além disso, a rotatividade da mão de obra tende a diminuir, o que é importante: o tempo médio de permanência dos brasileiros em uma vaga caiu quase 7 meses nos últimos cinco anos.
As despesas extras com a folha de pagamento não preocupam o GPS: os contratos já têm cláusulas que permitem repassar os custos para os clientes em caso de mudanças nas leis, e mais empresas tendem a procurar terceirizados agora que o custo de manter os próprios CLTs vai aumentar.
Leia mais nesta reportagem de Raquel Brandão.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
🚄 Mover quita dívida usando uma fatia da Movida
🌱 A contraproposta da Raízen aos credores
🛢️ Falta mão de obra para o petróleo na Venezuela
💬 Ford e Geely: o romance proibido
HIGHLIGHTS
🚄 Mover vende 15% da Motiva para quitar dívida
A Mover Participações, ex-Camargo Corrêa, acertou a venda de sua fatia de 15% na concessionária Motiva, ex-CCR, ao Bradesco BBI por mais de R$ 5 bilhões. O negócio quita a dívida de R$ 3,3 bilhões da Mover com o BBI, oriunda de outra empresa do grupo: a Intercement, em recuperação judicial.
🌱 Raízen faz contraproposta aos credores
A Raízen, que está em recuperação extrajudicial com R$ 65 bilhões em dívidas, fez uma contraproposta aos credores. Shell e Rubens Ometto cederiam 70% das ações e captariam para um aporte de até R$ 5 bilhões (além dos R$ 4 bi prometidos antes, do próprio bolso). Ometto, porém, não perderia a presidência do conselho.
🪑 Dança das cadeiras na Oncoclínicas
A quatro dias da assembleia que vai definir o novo conselho da Oncoclínicas, a MAK Capital, que detém 6% das ações da rede, conseguiu maioria para eleger Marco Grodetzky, ex-CFO da Cielo, à presidência do colegiado. A Latache, que tem 15%, não gostou. Marcel Cechi, sócio da gestora, renunciou aos seus três cargos na Oncoclínicas, incluindo a vice-presidência.
UMA IMAGEM

O Google fechou um aporte de US$ 10 bilhões na Anthropic – e o contrato prevê mais US$ 30 bilhões em investimentos no futuro caso a dona do Claude, avaliada em US$ 350 bilhões, bata certas metas.
O Gemini, do Google, é concorrente do Claude. Mas as duas empresas mantêm laços próximos. Dario Amodei, CEO da Anthropic, começou sua carreira no Google – e uma parcela razoável das computações do Claude roda em data centers da Alphabet.
A Anthropic contratou recentemente 1 milhão de TPUs do Google. Esses chips são uma alternativa mais barata às GPUs da Nvidia – o hardware por trás de 90% do mercado de IA.
Na foto: chips TPU em data center do Google. Crédito: Google/Divulgação.

Os bastidores do ‘romance proibido’ entre a Ford, dos EUA, e a Geely, da China
A Geely é a segunda maior montadora da China, atrás apenas da BYD, e seus executivos se reuniram recentemente com a Ford para conseguir algo improvável: uma fresta para entrar no mercado americano, onde a tarifa sobre carros chineses está em 125%.
O setor automotivo americano vê a China como ameaça existencial. O próprio CEO da Ford, Jim Farley, afirmou recentemente que carros asiáticos não deveriam entrar nos EUA até que houvesse um plano para proteger empregos locais.
Porém, nos bastidores, a Ford considerou licenciar tecnologia da Geely em solo americano. As duas também discutem parcerias em solo europeu, como o uso de fábricas da Ford pela montadora chinesa na Espanha.
É um romance improvável como Romeu e Julieta. Os softwares dos carros chineses sequer têm autorização para se conectar à internet nos EUA.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
14,5%
Foi a alta nas passagens de voos domésticos no Brasil de fevereiro para março deste ano – uma consequência do aumento no querosene de aviação (QAV) por causa da guerra no Oriente Médio.
A tarifa média subiu de R$ 617 para R$ 707. Antes da crise, o preço das passagens vinha caindo desde 2023.
A Petrobras deve subir o preço do QAV em 18% a partir de 1º de maio.
UMA FRASE
Não dá para abrir a torneira da produção de uma hora para outra.
VALE PARAR PARA LER
🐦Musk vai embutir carteira digital no X
Elon Musk planeja estrear nos próximos dias o serviço de pagamentos X Money, que vai funcionar dentro do X (ex-Twitter). Essa mistura de rede social e fintech é só o primeiro passo de uma ambição maior: “Queremos que seja possível, se você quiser, viver sua vida toda dentro do X”, disse Musk. A inspiração ali é o WeChat, o “WhatsApp” da chinesa Tencent que funciona como banco.
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Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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