Agora com a Changan, herdeiros da Caoa reativam o ‘sonho da montadora própria’
A fórmula de sucesso da Caoa é abrir mercado para montadoras estrangeiras no Brasil. Ela já foi a maior revendedora da Ford por aqui nos anos 1980 e abriu caminho para a Hyundai na era Tucson montando os carros coreanos. A partir de 2017, passou a fazer isso com carros da chinesa Chery.
A novidade agora é a parceria com a Changan, controlada pelo governo chinês. A Caoa cuida de tudo: importação dos componentes, montagem e estratégia comercial.
A Chery ainda é sócia, mas agora tem marcas próprias que chegam por fora do acordo com a Caoa, como Omoda & Jaecoo, em que ela concentra seus esforços comerciais.
O acordo com a Changan, enfim, é uma reedição da fórmula que já vingou com Hyundai e Chery. Mas não é só isso. Pode servir como mais um passo para que, no longo prazo, a Caoa se torne uma empresa que projeta carros próprios do zero – um sonho do fundador Carlos Alberto de Oliveira Andrade (1943-2021), o “Dr. Caoa”.
Leia mais nesta reportagem de Greg Prudenciano.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
⛏️ A renúncia de Daniel Stieler na Vale
⚖️ Credores vão à Justiça contra Americanas
👨🏭 A dificuldade para encontrar mão de obra no Brasil
🧠 As vagas para filósofos nas gigantes da IA
HIGHLIGHTS
⛏️Daniel Stieler renuncia à presidência do conselho da Vale
Daniel Stieler renunciou aos cargos de membro e presidente do conselho de administração da Vale. Ele sai por pressão da Previ, maior acionista da mineradora, com 7%. José Maurício Pereira Coelho, ex-presidente da Previ, e Ieda Gomes, ex-presidente da BP Brasil e da Comgás, devem disputar a vaga.
⚖️ Credores da Americanas tentam impedir fim da recuperação judicial
Credores da Americanas entraram na Justiça para impedir a rede de sair antecipadamente de sua recuperação judicial – um pedido feito em março e que ainda aguarda decisão. Eles reclamam de pagamentos incompletos ou atrasados.
☕ Starbucks retoma expansão no Brasil
A Starbucks – hoje operada pela Zamp, dona também do Burger King por aqui – planeja abrir 30 lojas no Brasil até o fim do ano. A rede tem 113 unidades no País, bem abaixo das 190 de antes da crise da SouthRock, a antiga dona da marca, que entrou em recuperação judicial no fim de 2023.
UMA IMAGEM

A gestora Vinci Compass, que tem R$ 354 bilhões em ativos sob gestão, vai comprar uma participação de até 14% no BTS MeLi Campinas, um complexo logístico de 460 mil m² que ainda está em obras – e, quando ficar pronto, será um dos maiores do Brasil.
Os galpões foram encomendados pelo Mercado Livre no modelo build-to-suit, ou seja: a varejista determinou as especificações da obra, em troca de fechar um contrato de locação de 16 anos.
Para financiar a compra, o fundo imobiliário Vinci Oportunidades Logísticas vai captar até R$ 250 milhões.
Na foto: Centro de distribuição do Mercado Livre em São Paulo (SP). Crédito: Jonne Roriz/Bloomberg.

Haverá 1 bilhão de robôs humanoides entre nós até 2050. Até que ponto isso é seguro?
Os robôs industriais que conhecemos, que soldam peças ou empilham pallets, realizam uma única tarefa e não têm autonomia. Mas uma nova leva de humanoides com livre-arbítrio razoável, que raciocinam usando IA, está mudando esse cenário.
Em geral, eles se comportam bem. Mas não são à prova de bugs: já circulam vídeos virais de robôs dançando descontroladamente em um restaurante nos EUA ou chutando uma criança na China. A corrida, agora, é para implantar mecanismos de segurança que evitem lapsos assim.
Um problema central, hoje, é o que fazer caso esses humanoides tenham problemas nas pernas ou desliguem repentinamente. Os mais pesados chegam a 100 kg e podem esmagar alguém ao cair. Por isso, algumas fabricantes optam por rodas em vez de pernas.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
80%
dos empregadores brasileiros declaram estar com dificuldade para encontrar a mão de obra de que precisam. O resultado é de um levantamento do ManpowerGroup que ouviu 39 mil empresas em 41 países.
A pesquisa também perguntou aos contratantes quais habilidades são mais difíceis de encontrar. Não deu outra: no topo da lista ficaram as habilidades relativas ao conhecimento de IA.
UMA FRASE
Vamos esperar desanuviar este ano, pelo menos até essa questão eleitoral, para poder avançar.
Concluir a obra custaria R$ 24 bilhões. E abandonar custaria o mesmo. Seria preciso quitar financiamentos que já estão em andamento e descomissionar o que já está construído.
Então é melhor terminar, certo? Não necessariamente. A questão é que a usina pronta pode dar prejuízo: o preço de venda da energia gerada ali precisaria ficar entre R$ 778 e R$ 817 por MWh para o negócio valer a pena – quase quatro vezes o preço médio da energia hidrelétrica.
UM GRÁFICO

O ouro anda volátil: depois de subir 65% em 2025, caiu 26% em 2026 até agora.
Uma das razões para a queda: o Fed apertou a política monetária americana para conter a inflação, uma consequência da alta nos combustíveis decorrente da guerra contra o Irã.
Expectativa de juro alto é sinônimo de títulos públicos pagando bem. E se os investidores podem comprar títulos em dólar com retornos generosos, cai a demanda pelo metal precioso.
VALE A PENA LER
🧠 Filósofos entram no payroll da IA
Há algo de estranho no mercado de trabalho para filósofos na iniciativa privada: ele passou a existir – pelo menos nos EUA. A Anthropic, dona do Claude, e a DeepMind, um laboratório de IA comprado pelo Google, já têm, cada um, meia dúzia de pensadores profissionais na folha. Eles estão lá para encarar perguntas sem resposta que são centrais para o futuro do setor. Por exemplo: como determinar se um software se tornou consciente?
Acompanhe o mercado e as notícias importantes do mundo cripto.
É ISSO. ATÉ AMANHÃ!
Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
GOSTA DE O ESSENCIAL? COMPARTILHE E GANHE!
Se você indicar esta newsletter para 2 pessoas, ganha um ano de assinatura digital do The Wall Street Journal. Aproveite 😉

