Como o etanol voltou aos planos da indústria automobilística no Brasil
O IPI Verde, criado em julho de 2025, tirou da extinção os carros 100% a álcool, sem motor flex. Em junho, a Chevrolet lançou o Onix ECO, o primeiro carro exclusivamente a etanol no mercado brasileiro desde 2006.
A norma zera a alíquota de carros que emitem pouco carbono e considera desde a produção do combustível até a queima no motor. O etanol leva vantagem porque a cana absorve carbono enquanto cresce, o que compensa parte das emissões.
A isenção também reduz o preço dos híbridos flex a etanol, tecnologia criada no Brasil pela Toyota em 2019 que chegou às chinesas GWM e BYD. Eles já representam 11% das vendas de eletrificados no país.
Uma outra frente impulsiona a produção de etanol no Brasil: desde agosto de 2025, a gasolina tem 30% de etanol, ante os 27% de antes. São 1,4 bilhão de litros extras ao ano em demanda por etanol.
Leia mais nesta reportagem de Camila Barros.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
🚢 A coalizão para arrematar o Porto Sudeste
⛽ As opções da Origem Energia para levantar capital
🌾 A partilha das terras da Radar
🤖 A resposta de Musk às IAs corporativas
HIGHLIGHTS
🚢 A disputa bilionária pelo Porto Sudeste
Segundo a Bloomberg, a gestora GIP, da BlackRock, se uniu à Vale e à Gerdau para disputar o Porto Sudeste (RJ), um ativo de US$ 5 bilhões que hoje pertence à Trafigura e ao Mubadala, de Abu Dhabi. A Stonepeak, uma gestora americana, também está de olho.
⛽ IPO da Origem Energia?
A Origem Energia, 4ª maior produtora de gás natural do Brasil, negocia uma operação que pode avaliar a empresa em US$ 2,5 bilhões. Entre as opções para captar recursos está na mesa abrir o capital na bolsa.
📞Oi pode parar por falta de caixa
A Oi, em recuperação judicial, informou nesta quinta (9) que pode interromper as atividades a partir de 1º de agosto por falta de caixa: a empresa deve fechar julho com R$ 19,6 milhões – o que não bastaria para sustentar as operações.
UMA IMAGEM

Três grupos reivindicavam direito de preferência sobre as terras que a Radar, parte do grupo Cosan, pôs à venda em junho por R$ 1,85 bilhão. Para resolver o imbróglio, a companhia repartiu os 41,2 mil hectares no Mato Grosso entre SLC Agrícola, Bom Futuro e o empresário Alexandre Jacques Bottan.
A SLC, que arrendava 17,6 mil dos 41,2 mil hectares, ficou com 8,9 mil hectares agricultáveis por R$ 689 milhões, incluindo silos e uma unidade de beneficiamento de algodão.
A Bom Futuro comprou a fazenda que já operava em São José do Rio Claro (MT) e fatia relevante das demais propriedades no mesmo município, somando 18,7 mil hectares totais.
Por fim, Bottan adquiriu duas fazendas que já opera e uma terceira em Diamantino, somando 4,6 mil hectares. O arrendamento desta última, que já é da SLC, permanece com ela.
Na foto: Fazenda Planalto, da SLC Agrícola, em Mato Grosso. Crédito: SLC/Divulgação.

Os jovens que largam universidades de elite dos EUA para fundar startups
Conforme a IA elimina cargos de entrada em grandes empresas, estudantes das universidades de elite dos EUA estão se afastando de estágios tradicionais – e do próprio ensino superior – para fundar startups em São Francisco.
Muitos são movidos por um senso de urgência: entendem que a corrida da IA está no auge e não vale esperar o fim da graduação para tentar a sorte. Trancar a universidade por um ou dois anos para tentar a vida no Vale do Silício se tornou comum.
Esses aventureiros formam repúblicas em que trabalham e debatem ideias em tempo integral. É o caso da Yale Hacker House, que reúne 15 fundadores num apartamento no bairro abastado – e cheio de ladeiras – de Nob Hill.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
US$ 380 bilhões
É o tanto que as empresas do mundo como um todo devem deixar de investir em 2026 por causa de tarifas, guerras e outras incertezas geopolíticas, segundo relatório da Câmara de Comércio Internacional (ICC).
É quase o dobro do ano passado, em que essa estimativa ficou em US$ 202 bilhões.
Segundo o ICC, o fluxo de investimentos em países emergentes pode cair 25% nos próximos anos como consequência da instabilidade global.
UM GRÁFICO

A listagem principal da Azul é na B3. Mas existem recibos das ações negociados nos EUA. Nesta semana, esses papéis cumpriram os requisitos para subir da “série B” para o segmento principal da NYSE, a Bolsa de Nova York. Trata-se de um marco para a companhia, recém-saída de uma recuperação judicial.
O foco da empresa, agora, é diminuir o peso das passagens na receita e buscar outras formas de engordar o caixa.
As alternativas vão de traslados para o aeroporto – uma parceria com a BYD – a transporte de cargas. A participação dessas fontes alternativas no faturamento subiu de 17% para 23% nos últimos 8 anos.
VALE PARAR PARA LER
🚀 Musk lança IA para o mercado corporativo
A SpaceXAI lançou o Grok 4.5. Esse é o primeiro modelo feito em parceria com a Cursor – a startup de IA que a empresa de Elon Musk decidiu comprar por US$ 60 bilhões. O novo Grok, voltado para uso corporativo, é uma tentativa de concorrer de igual para igual com OpenAI e Anthropic.
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Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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