Argentina tem trunfos para virar potência da mineração – mas falta infra
Faz décadas que carne, grãos e petróleo são o cerne da economia argentina. Agora, o país se volta às jazidas de cobre e lítio dos Andes para se tornar uma potência da mineração – o setor, hoje, garante só 1% do PIB deles.
Análises da Deloitte e do BTG calculam que as exportações anuais da Argentina nesse setor podem passar de US$ 6 bilhões em 2025 para mais de US$ 30 bilhões em 2035.
Para destravar o potencial, o governo Milei lançou, em 2024, um pacote de benefícios fiscais, cambiais e regulatórios para projetos acima de US$ 200 milhões.
O essencial: O pacote atraiu US$ 61 bilhões em investimentos na mineração. Mas a localização remota das jazidas exige implantar uma infraestrutura de transporte e de energia tão cara quanto a extração em si – e não adianta tirar lítio e cobre se eles não chegarem aos portos.
Leia mais nesta reportagem de Karla Mamona.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
⛽ A refinaria de biocombustíveis da Acelen na Bahia
⚡ A venda de ativos da Energisa para a Taesa
🚀 Elon Musk, que só ganha bônus se colonizar Marte
🥤 Diet vs Zero: a guerra civil dentro da Coca nos EUA
HIGHLIGHTS
⛽ Acelen construirá refinaria de biocombustíveis na Bahia
A Acelen vai investir US$ 1,5 bilhão para construir uma refinaria de biocombustíveis na Bahia – a primeira de cinco planejadas no país. Vão fabricar biodiesel e SAF, a versão verde do querosene de aviação. A operação só começa em 2029, mas 90% da produção já está reservada.
⚡ Energisa vende linhas de transmissão para a Taesa
A Taesa acertou a compra de cinco linhas de transmissão da Energisa por R$ 2,3 bilhões (R$ 1,54 bi em dinheiro e R$ 748 bi em dívidas assumidas). Um alívio para a Energisa, cuja dívida já está em 3,5 vezes o lucro operacional.
🩺Sem MAK, Oncoclínicas procura aporte em outro canto
A Oncoclínicas negocia um aporte de R$ 500 milhões com três interessados ainda desconhecidos, apurou o Pipeline. Originalmente, a MAK Capital, dona de 6% da rede, ofereceu esse dinheiro. Mas ela não conseguiu emplacar as mudanças que queria no conselho da Oncoclínicas – e desistiu.
UMA IMAGEM

Depois de protocolar a maior abertura de capital da história, a SpaceX tentou bater outro recorde ontem (21), com o teste inaugural do foguete Starship V3, o maior já construído.
Não deu certo: o gigante teve problemas e nem chegou a sair do chão. A SpaceX espera tentar de novo hoje – acompanhe a transmissão neste link.
Uma cláusula peculiar que veio a público no pedido de IPO da SpaceX é que Elon Musk só receberá bônus se levar, no mínimo, 1 milhão de pessoas a Marte. Esse é o objetivo central do projeto Starship.
Na foto: Starship V3 às vésperas do lançamento na sede da SpaceX no Texas. Crédito: Divulgação/SpaceX

Diet vs Zero: a guerra civil dentro da Coca-Cola nos EUA
A latinha prateada da Coca Diet é um ícone americano dos anos 1980: tinha comerciais com Whitney Houston e Demi Moore e conquistou fãs como Warren Buffett (que mistura a dita-cuja com sorvete).
Desde 2005, porém, ela divide as gôndolas com uma rival interna: a Coca Zero, de sabor mais parecido com a original.
No Brasil, a Zero dominou o mercado das Cocas sem açúcar. Nos EUA, não. A divisão ali é de 60%/40%, a favor da velha Diet.
O essencial: A Coca mantém as duas no portfólio americano porque os fãs de cada uma são fiéis – e alvo de campanhas diferentes. A Diet corteja profissionais urbanos movidos a cafeína, enquanto a Zero adota a estética “família, churrasco e final de semana”.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
250
É o número de domicílios brasileiros em que a Netflix instalou aparelhos com câmeras para um estudo sobre concentração. A empresa remunera os participantes; o valor não foi divulgado.
O objetivo é descobrir quanto tempo os espectadores passam, de fato, vendo séries e anúncios – e o quanto eles se distraem com o celular. Os resultados saem no segundo semestre.
Privacidade zero, então? Segundo a Netflix, não rola esse problema: o aparelho analisa as gravações in loco e manda só dados brutos para a empresa.
UM GRÁFICO

Um estudo da FecomercioSP com 600 paulistanos revelou que 51% apostam online – 14%, diariamente. Outra descoberta é que as bets são mais populares nas extremidades da pirâmide de renda.
Entre quem ganha de R$ 8 mil a R$ 16 mil, 68% jogam “raramente ou nunca”. Nas faixas acima e abaixo disso, o “raramente ou nunca” chega, no máximo, a 50%.
No geral, pelo menos, os valores são baixos: 54% dos entrevistados dizem gastar no máximo R$ 50 por mês em bets.
VALE A PENA LER
🎧 IA chega ao streaming de música
As ações do Spotify subiram 18% após o serviço de streaming anunciar uma ferramenta que cria versões novas e remixes de canções usando IA. Outra novidade é uma parceria com a Live Nation para vender ingressos de show antecipados aos fãs que mais ouvem cada artista na plataforma. j
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Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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