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A disputa pelo vácuo da Oncoclínicas

O mercado privado de oncologia cresceu 10% ao ano entre 2021 e 2024 e já responde por 15% de tudo o que os planos de saúde pagam em exames, tratamentos etc. Agora, a crise da Oncoclínicas, que tem 20% de market share, abre espaço para a concorrência morder uma fatia maior do setor. 

  • Quem mais pode se beneficiar é a Rede D’Or, que faturou R$ 3,9 bilhões com oncologia em 2025 — um avanço de 22,4% em relação a 2024. A rede Oncologia D’Or já tem 67 unidades pelo país. 

  • A Porto negocia comprar as 150 clínicas da Oncoclínicas por US$ 1 bilhão. A ideia é verticalizar: hoje, ela já paga R$ 500 milhões por ano para a rede tratar os segurados da Porto Saúde.


Enquanto isso, a novíssima BradSaúde arma sua ofensiva com a Croma Oncologia, uma rede criada em parceria com Beneficência Portuguesa, Atlântica e Fleury. E a Rede Américas contratou o renomado oncologista Antonio Buzaid para liderar a área.

HOJE VAMOS FALAR SOBRE

⚡ Tanure sai da Light

🚫 Bradesco impede IPO da Compass

🚙 Chinesa GAC montará SUVs no Brasil

💵 Ferrero compra Bold, de barrinhas proteicas

HIGHLIGHTS

⚡ Tanure sai da Light

O InvestNews publicou em primeira mão que Nelson Tanure renunciou ao conselho da Light e vai se desfazer dos últimos papéis que ainda tem em mãos. O empresário não tem liquidez para quitar suas dívidas milionárias — credores já tomaram parte de suas ações no mês passado.

🚫 Bradesco impede IPO da Compass

A Cosan quer abrir o capital da Compass, sua empresa de gás. Mas não quer usar dinheiro levantado no IPO para pagar uma parte da dívida da Raízen. Um dos credores da empresa de etanol é o Bradesco, que, por coincidência, tem uma fatia da Compass — e só vai autorizar o IPO se a Cosan der um jeito na dívida da Raízen.  

🏭 Axia, Âmbar e Eneva vencem leilão

O Leilão de Reserva de Capacidade realizado ontem (18) contratou um total de cem usinas termelétricas em 20 estados. Elas fornecerão 29,6 GW de potência, o equivalente a duas Itaipus, com deságio médio de 5,5% no preço. Entre as vencedoras, Eneva, Âmbar (da holding J&F), Axia (ex-Eletrobras) e Copel.

UMA IMAGEM

A Votorantim Cimentos terminou 2025 com R$ 5,6 bilhões em caixa e dívida sob controle — justamente enquanto as rivais InterCement e CSN Cimentos enfrentam turbulências. A empresa não confirma interesse em comprar ninguém, mas diz acompanhar "de perto" as movimentações do setor.

  • O resultado de 2025 foi considerado sólido: receita de R$ 29,4 bilhões e lucro líquido de R$ 3,2 bilhões. O IPO continua na lista de ambições dos controladores — mas, com caixa para cobrir cinco anos de vencimentos de dívida, não há pressa.


  • Para 2026, a empresa entra em modo de expansão: dos US$ 5 bilhões em investimentos previstos entre 2024 e 2028, R$ 2,7 bilhões já estão em curso.

Na foto: Fábrica da Votorantim Cimentos em Laranjeiras (SE). Crédito: Divulgação.

O MELHOR DO The Wall Street Journal

Este fundador de startup foi condenado. Ele agora pede US$ 1 bi e diz: “confia”


Em 2018, uma startup de veículos elétricos chamada Nikola publicou no YouTube um vídeo de um caminhão a hidrogênio cruzando o deserto. Wall Street gostou da tecnologia verde, e o hype cresceu: em 2020, cinco dias após fazer IPO, a Nikola alcançou um market cap de US$ 30 bilhões e passou a Ford.

  • Acontece que o protótipo não andava sozinho: foi empurrado morro abaixo. Essa foi só a primeira de uma série de mentiras para inflar a avaliação da companhia.

  • Em 2022, o CEO Trevor Milton, que embolsou US$ 400 milhões quando as ações subiram, foi condenado a 4 anos de prisão por manipular o mercado de capitais.

Ele não cumpriu a pena toda, porém: em março de 2025, Trump deu perdão incondicional a Milton, que havia doado US$ 3,2 milhões à campanha presidencial. Agora, o ex-condenado é CEO da SyberJet Aircraft, que planeja um jato executivo com voo assistido por IA e busca um aporte de US$ 1 bilhão. Ele garante: “agora pode confiar”.

Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.

UM NÚMERO

US$ 1,3 bilhão

Será o investimento da montadora estatal chinesa GAC no Brasil até 2030.

  • A GAC vai montar o SUV Gs3 com motor flex na fábrica da HPE Automotores, que produz veículos da japonesa Mitsubishi em Catalão (GO). Hoje, as instalações estão 80% ociosas.

UMA FRASE

Goiás, com este acordo feito com o governo americano, deixa de ser apenas um estado que fornece matéria-prima, como o Pará.

Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás, sobre um memorando de entendimento assinado ontem (18) com os EUA — e sem participação do governo federal — para facilitar o acesso de empresas americanas aos minerais críticos e terras raras do estado. O acordo prevê que parte do processamento ocorrerá em solo goiano.

UM GRÁFICO

A Ferrero — dona de Nutella, Kinder e Ferrero Rocher — anunciou ontem (18) a compra da Bold Snacks, startup brasileira de barrinhas proteicas fundada em 2018 e forte no e-commerce. 

  • Com a aquisição, a Ferrero absorve a fábrica de Divinópolis (MG) e cerca de 300 funcionários.

O movimento é parte de uma estratégia mundial: a Ferrero já comprou a Eat Natural e a FULFIL na Europa, e a Power Crunch nos EUA. O mercado global de alimentos enriquecidos com proteína cresce, em média, 10% ao ano.

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Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito

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