Como o mercado de marmitas virou prioridade para gigantes dos alimentos
O home office total ficou para trás, boa parte da população voltou aos escritórios e comer na rua está cada vez mais caro: os restaurantes subiram, em média, 7% em 2025.
Junte esse cenário com o boom atual das canetas emagrecedoras e da alimentação saudável. Voilà: marmitas já movimentam R$ 12 bilhões ao ano no Brasil. A cidade de São Paulo, sozinha, come 18 milhões delas por mês.
O mercado não se limita a pequenos empreendedores. Por exemplo: o iFood acertou uma parceria com a Greentable, que já produz até 300 mil quentinhas por mês, para fornecer refeições prontas a funcionários de empresas que assinam o iFood Benefícios.
Já a Seara lançou uma nova linha com sete refeições frugais: carne moída com legumes, linguiça acebolada e outros clássicos. O objetivo é concorrer com empresas menores, de preparo caseiro, e não inventar alternativas inovadoras.
Leia mais nesta reportagem de Marcelo Sakate.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
🤖 O CEO do Nubank no conselho da OpenAI
⛏️ A eleição para presidente do conselho da Vale
✈️ Os negócios da Embraer em Farnborough
🌱 Brasil alcançando os EUA em exportações agrícolas
HIGHLIGHTS
🤖 O CEO do Nubank no conselho da OpenAI
A OpenAI, dona do ChatGPT, trouxe para seu conselho David Vélez, fundador e CEO do Nubank, e Robin Vince, presidente-executivo do Bank of New York Mellon (BNY). A ideia é aprimorar a governança corporativa da empresa, já que ela planeja fazer seu IPO ainda neste ano.
🚂 Governo prorroga concessão da FCA
O governo federal prorrogou por até dois anos a concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), operada pela VLI, porque não conseguiu terminar a tempo as negociações para renovar o contrato vigente, que vai até 31 de agosto. A FCA é a maior concessão ferroviária do Brasil, com 7,2 mil km de extensão.
⛏️ A “pesquisa boca-de-urna” da Vale
Investidores que detêm o equivalente a 48,5% do capital da Vale já anteciparam seus votos na eleição para presidente do conselho marcada para hoje (22), e o indicado da Previ – Manuel Lino de Sousa Oliveira, o “Ollie” – largou na vantagem, com 62,5% dos votos nessa apuração preliminar.
UMA IMAGEM

Entre 20 e 24 de julho deste ano acontece no Reino Unido o Farnborough International Airshow, uma feira bienal em que as maiores empresas do setor aeroespacial apresentam novidades e fecham negócios.
O evento movimentou a carteira de pedidos da Embraer: a locadora de aeronaves Azorra encomendou até 30 cargueiros civis E-Freighter para substituir Boeings 737 antigos, e a aérea espanhola Binter comprou mais cinco E195-E2, o maior jato da brasileira.
A Luxair, de Luxemburgo, adquiriu três E190-E2. E a americana SkyWest estendeu um acordo de longo prazo para manutenção de sua gigantesca frota de 271 aviões E175.
Na foto: a “esquadrilha da fumaça” dos Emirados Árabes, chamada Fursan Al Emarat, se apresenta no Farnborough International Airshow. Crédito: Betty Laura Zapata/Bloomberg.

Kraft Heinz fecha com a Disney para reforçar suas marcas
A Kraft Heinz fechou um acordo para ser a fornecedora exclusiva de condimentos, cream cheese e macarrão com queijo dos resorts e parques da Disney – e passará a exibir os personagens do estúdio nas embalagens de dez marcas, incluindo as gigantes Heinz e Philadelphia.
O acordo é mais uma tentativa da Kraft Heinz de reverter a crise: desde 2015, quando as duas gigantes do setor alimentício se fundiram, as ações caíram 70%.
No começo do ano, o CEO Steve Cahillane assumiu a empresa com a missão de desfazer o merger e recriar Kraft e Heinz como empresas separadas.
Mas ele decidiu dar uma nova chance à fusão, e o acordo com a Disney – bem como um outro contrato assinado recentemente com a NFL, a liga de futebol americano – são parte da tentativa de melhorar as vendas da gigante, que estão indo para o terceiro ano consecutivo em queda.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
40%
das empresas brasileiras compradas no primeiro semestre foram adquiridas por estrangeiros, de acordo com um levantamento da Acorn Advisory.
Essa proporção cresceu rápido: no primeiro semestre de 2024, eram 26%. Em 2025, 32%.
Em média, negócios fechados por empresas internacionais movimentam R$ 1,42 bilhão, 5,2 vezes mais que a média das transações domésticas, de R$ 273 milhões.
UM GRÁFICO

Fonte: USDA/FAS, USDA/ERS, Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI-MAPA).
O Brasil pode ultrapassar os EUA como maior exportador agrícola em 2026, após um século de domínio americano no ranking. Eles exportaram US$ 171 bilhões em produtos agrícolas em 2025, pouco acima dos nossos US$ 169 bilhões.
Essa é a menor diferença já observada entre os dois países, e ela diminuiu rápido: em 2019, o Brasil ainda estava algumas dezenas de bilhões de dólares de distância dos americanos.
Temos duas vantagens em relação aos EUA. A primeira é que o clima permite duas colheitas anuais – é comum plantar milho ou algodão entre as safras de soja. Outra é que ainda há terra disponível para crescer, enquanto os americanos já usam, grosso modo, toda a área agricultável do país.
VALE PARAR PARA LER
🕶️ Os bilionários discretos da China
A China já tem 30 bilionários que construíram suas fortunas por conta própria antes dos 40 anos, e quase todos são avessos aos holofotes – na contramão da geração extravagante de Jack Ma, do Alibaba. No topo do ranking (de dinheiro e de discrição) está Liang Wenfeng, da DeepSeek, com US$ 38 bi, mais rico que Sam Altman. Ele nunca apareceu na TV chinesa.
ERRATA
Na edição de ontem (21), escrevemos que o Banco Porto Real, comprado pelo Nubank, foi fundado em 1997. O ano correto é 1992.
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É ISSO. ATÉ AMANHÃ!
Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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