Messi: um motor econômico bilionário para a Flórida
Messi assinou com o Inter Miami pouco após vencer a Copa de 2022. Levou o time de lanterna a campeão da liga – e elevou o valuation do clube de US$ 585 milhões para US$ 1,4 bilhão; o maior entre os times de futebol dos EUA.
A chegada do argentino fez o Inter Miami acelerar a construção do Nu Stadium – sua nova arena, com naming rights do Nubank, que também patrocina o time.
O toque de Midas de Lionel é poderoso: o jogador causou um boom imobiliário ao redor de suas propriedades na Flórida, lota bares e hotéis antes dos jogos e faz até os estádios dos adversários baterem recordes de público.
A popularidade do futebol na Flórida às vésperas da Copa nos EUA é mais um sinal de que o Estado americano está se tornando um hub esportivo: por lá, já acontecem o Grande Prêmio de Miami de Fórmula 1, o torneio de tênis Miami Open e o World Baseball Classic, que geram bilhões em atividade econômica.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
🧆 O sinal verde para a Sadia Halal
🛢️ Brava chama Bradesco para vender ativos
🏗️ CSN Cimentos atrai 14 interessados
🚗 A fórmula dos financiamentos da Volkswagen
HIGHLIGHTS
🧆 Sadia Halal nasce avaliada em US$ 2 bilhões
A MBRF, dona da Sadia, disse ontem (14) que conseguiu os avais de órgãos antitruste para criar a Sadia Halal. Trata-se de sua joint venture no Oriente Médio com a HPDC, um braço do fundo soberano da Arábia Saudita. A empresa nasce avaliada em US$ 2 bilhões. E a expectativa é que o IPO saia em 2027.
🏗️ Fila grande pela CSN Cimentos
A unidade de cimentos da CSN já tem 14 interessados, segundo o Valor. Entram aí três grupos chineses: a Sinoma; a Huaxin, que já é dona da Embu S.A. no Brasil; e a Conch, maior cimenteira do país asiático. A procura surpreendeu Benjamin Steinbruch. O controlador da CSN pede R$ 20 bilhões pelo ativo para sanar a dívida do grupo, hoje em R$ 41 bi.
🛢️ Brava trabalha com o Bradesco para vender ativos
A petroleira Brava Energia contratou o Bradesco como assessor para vender participações em campos de petróleo terrestres e offshore, incluindo os campos Papa Terra e Atlanta – onde a junior oil tinha quatro perfurações planejadas ainda este ano. Não se sabe se o plano da empresa é se desfazer completamente das operações ou só atrair sócios.
UMA IMAGEM

A Amazon fechou ontem (14) a compra da operadora de satélites Globalstar por US$ 11,6 bilhões – 23% acima do valor de mercado que a empresa tinha na Nasdaq no fechamento de segunda (13).
Jeff Bezos está expandindo sua frota de satélites de internet, a Amazon Leo, para competir com a Starlink, de Elon Musk, que já conta com 9 mil satélites e 10 milhões de clientes. Falta um bocado para chegar lá: hoje, a varejista tem só 239 artefatos em órbita.
O contrato mais conhecido da Globalstar é com a Apple – ela fornece o serviço de emergência via satélite dos iPhones em áreas de baixa cobertura.
Na foto: Cápsula com os primeiros 27 satélites da rede Amazon Leo, lançada por um foguete Atlas V da United Launch Alliance (ULA) em abril de 2025. Crédito: Divulgação/Amazon.
O MELHOR DO INVESTNEWS

A fórmula da Volkswagen para ganhar além do financiamento de carros
Oito em cada dez famílias brasileiras estão endividadas e, com a Selic acima de 14% há um ano, financiar um carro está mais caro: no varejo de automóveis, 6% dos pagamentos a prazo estão atrasados há mais de 90 dias.
Apesar disso, o número de veículos financiados cresceu 13% no primeiro trimestre em relação ao ano passado e atingiu 1,89 milhão de unidades. É o segundo maior número da série histórica.
Nesse ambiente, a Volkswagen Financial Services fechou 2025 com inadimplência menor que a média: 1% nos zero km e abaixo de 3% nos usados. 80% dos carros que a Volks vende são financiados pelo próprio banco.
A fórmula tem três pilares: entrada mínima mais alta, que reduz o risco, serviços adicionais como seguro e manutenção, e quitação programada para quando o cliente estiver disposto a trocar de carro – ou seja, no momento em que toparia financiar outro. Pelos cálculos da Volkswagen, esse intervalo é de até três anos e meio. Isso leva a uma fidelização do cliente.
Leia mais nesta reportagem de Marcelo Sakate.
UM NÚMERO
89%
foi a alta no número de carros eletrificados vendidos no Brasil no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. O dado diz respeito a elétricos, híbridos plenos (HEV) e híbridos plug-in (PHEV).
40% das 95 mil unidades vendidas entre janeiro e março saíram de fábricas em território nacional – da BYD, da GWM e das montadoras tradicionais, que passaram a produzir mais híbridos.
Mesmo considerando essa alta brusca, os eletrificados representam só 16% do total de carros zero vendidos no Brasil. No mundo, eles já são 44%.
UM GRÁFICO

O valor somado de todos os CRIs, CRAs, debêntures, notas de crédito e FIDCs em circulação no Brasil alcançou R$ 2,7 trilhões em 2025, o que dá 23% do PIB – e superou, pela primeira vez, o total que os bancos emprestam às empresas do país, que ficou em R$ 2,6 tri.
Dez anos atrás, o total levantado via mercado de capitais ainda equivalia a metade do crédito que os bancos ofereciam às empresas. Os dados são da Rio Bravo Investimentos.
O dado segue a tendência internacional: de acordo com a OCDE, o financiamento de empresas via mercado corresponde a 100% do PIB global, enquanto o crédito bancário é igual a 71%.
VALE PARAR PARA LER
💵 Brasil tem R$ 10,5 bi esquecidos em contas
De acordo com o Sistema de Valores a Receber (SRV), do Banco Central, há R$ 10,5 bilhões esquecidos em instituições financeiras no Brasil. E esse é um dado conservador: inclui só o que sobrou em contas já fechadas pelos clientes. Contas abertas, mas inativas, não entram no cálculo. 77% desse total está em nome de 47 milhões de CPFs. Os 23% restantes são CNPJs. Mas não se anime: 80% dos esquecidos deixaram menos de R$ 10 para trás. Só 2,5% contam com mais de R$ 1 mil.
🌎 FMI esperançoso com o nosso PIB
O FMI reduziu a projeção de crescimento do PIB global em 2026 para 3,1%, contra os 3,3% previstos em janeiro, por causa do impacto econômico da guerra no Irã. A previsão para o Brasil, porém, subiu de 1,6% para 1,9%. Crédito, principalmente, da alta do barril: somos exportadores líquidos de petróleo – ainda que seja necessário trazer parte dos derivados de fora por falta de capacidade de refino.
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Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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