Fatal Fans usa o Corinthians como atalho para virar a OnlyFans brasileira
O calção do Corinthians agora exibe a marca da Fatal Fans – uma plataforma de conteúdo adulto similar ao OnlyFans. Ela pertence ao mesmo grupo da Fatal Model, um site de anúncios de acompanhantes.
Os dois negócios pertencem à Atlas Technologies, uma empresa de software de Pelotas (RS) com 300 funcionários. Quase toda a receita, que foi de R$ 140 milhões em 2025, vem da Fatal Model.
O acordo pouco ortodoxo vai render R$ 22 milhões ao Corinthians até o final de 2027 – cinco vezes o valor de mercado desse espaço no uniforme, de acordo com a patrocinadora.
O essencial: a Atlas tem a meta de operar em 30 países. E a Fatal Fans é a ponta de lança, já que o modelo de assinatura de conteúdo sofre bem menos rejeição dos investidores do que a Fatal Model. O espaço no uniforme do Corinthians é uma parte dessa estratégia.
Leia mais nesta reportagem de Greg Prudenciano.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
💊 A recuperação extrajudicial da Oncoclínicas
✏️ A FMU, que voltou às mãos da Ânima
⛽ Um grande fundo de saída da Ultrapar
😎 Os óculos smart da Meta
HIGHLIGHTS
✏️ Ânima recompra a FMU
A Ânima Educação, dona das universidades São Judas e Anhembi Morumbi, recomprou a FMU, que está em recuperação judicial. Em 2020, quando a Ânima vendeu o ativo para a gestora Farallon Capital, embolsou R$ 500 milhões. Agora, pagou R$ 410 milhões para ter a instituição de volta.
⛽ Ultrapar: fundo gringo zera sua participação de 4%
O fundo canadense CPPIB vendeu R$ 1,3 bilhão em ações que tinha da Ultrapar, segundo o Brazil Journal. É uma fatia grossa, de 4%. O fundo aproveitou a alta recente do papel, que sobe 43% no ano, para girar o portfólio, investindo em outros setores no Brasil – no caso, infraestrutura e construção civil.
🗑️ Solví assume 100% da Loga, de coleta de lixo
O grupo Solví, que já era dono de 62% da empresa de coleta Loga, fechou a compra dos 38% restantes com a Galápagos Ambiental. A Loga é a concessionária responsável por 7 milhões de pessoas nas regiões oeste, norte e central da capital paulista, e teve o contrato renovado por 20 anos em 2024.
💊 Oncoclínicas pede recuperação extrajudicial
A Oncoclínicas obteve o apoio de 37% dos credores, mais do que os 33% necessários, para pedir sua recuperação extrajudicial e renegociar R$ 5,1 bilhões em dívidas. Agora, eles têm três meses para chegar a 50% de apoio e seguir à próxima etapa: a homologação do pedido por um juiz.
A IG4, gestora especialista em reestruturação de empresas e que controla a Braskem, negocia a compra de uma participação no negócio.
UMA IMAGEM

Em 2022, a Vale vendeu seu complexo de minas de ferro em Corumbá (MS) para a LHG Mining, dos irmãos Batista. Recentemente, surgiu o boato de que a gigante estaria interessada em recomprar a operação.
Segundo O Globo, três conselheiros da Vale visitaram as minas em sigilo. A informação gerou mal-estar no board e no mercado.
Ontem (14), a Vale distribuiu um comunicado e esclareceu que, embora tenha considerado recomprar o ativo, avaliou a oportunidade e acabou desistindo do negócio.
Foto: instalações da Mina Santa Cruz, parte do complexo de Corumbá. Crédito: LHG Mining.

Para a Meta, óculos smart são o futuro. Mas eles também são um pesadelo de privacidade
A Meta crê piamente que seus óculos com IA, câmera e microfone embutidos são o futuro dos wearables – e tem feito de tudo para popularizar a tecnologia: doou mais de 100 mil pares a veteranos de guerra cegos e lançou um modelo com a socialite Kylie Jenner. Zuckerberg não sai em uma foto sem os seus.
Eles já oferecem modelos da Oakley (US$ 499), da Ray-Ban (US$ 379) e uma versão de entrada por US$ 299 e venderam 7 milhões de unidades em 2025.
O problema é o lado Black Mirror da coisa. O recurso NameTag, por exemplo, salva os rostos das pessoas que você acaba de conhecer e lembra o nome delas no próximo encontro. Mais de 70 organizações de defesa da privacidade pediram à Meta que abandone a ideia.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
US$ 25,6 bilhões
Foi o déficit orçamentário dos EUA em junho. Boa parte desse total são reembolsos das tarifas de Trump sobre importação, após centenas de empresas entrarem na Justiça para reaver os valores.
Um ano atrás, em junho de 2025, foi o contrário: o país gerou um superávit de US$ 23 bilhões.
As devoluções de maio e junho totalizaram US$ 71 bilhões e equivalem a 42% do total de US$ 166 bilhões sujeitos a reembolso.
UMA FRASE
Nós falhamos.
Não é exatamente um desastre. Mas as ações desabaram 25% em Nova York, o maior tombo desde 1968.
Motivo: de acordo com a própria IBM, a clientela está sacrificando investimentos em infraestrutura de TI tradicional – o carro-chefe da empresa – para comprar hardware específico para IA; e nessa área a IBM fica atrás da concorrência.
UM GRÁFICO

As regiões metropolitanas de Hong Kong-Shenzhen, na China, e de Tokyo-Yokohama, no Japão, depositam um quinto de todas as patentes do mundo, e superam o Vale do Silício em volume de produção científica – ainda que não atraiam tanto venture capital.
No hub chinês, a empresa que mais registra novas invenções é a Huawei. Na capital japonesa, quem lidera nesse quesito é a Mitsubishi.
São Paulo, a única cidade sul-americana no ranking, aparece na 49ª posição. Por aqui, a campeã de patentes no setor privado é a Braskem.
VALE PARAR PARA LER
💼 O que você precisa para ser o novo CEO do JPMorgan
“Precisa ser curioso. Precisa ter coração. Precisa ter garra. Precisa ter alma. Precisa ter ética de trabalho. Precisa estar disposto a viajar.” Essa é parte da longa, e um tanto abstrata, lista de exigências para ocupar o cargo de CEO do JPMorgan – segundo o CEO atual, Jamie Dimon, que ocupa o cargo há duas décadas. Dimon, de 70 anos, disse que o processo seletivo ainda não está aberto – o executivo planeja passar mais alguns anos na posição.
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Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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