O caixa recorde da Votorantim
A Votorantim nunca teve tanto dinheiro em caixa. O grupo da família Ermírio de Moraes fechou 2025 sem dívidas e com R$ 7,7 bilhões para investir.
E vem mais por aí. Em janeiro, o grupo acertou a venda da Companhia Brasileira de Alumínio, a CBA, por R$ 4,7 bilhões. O dinheiro vai entrar no caixa quando a transação for concluída.
Nos últimos anos, a Votorantim vem mudando seu portfólio com discrição. Passou a investir mais em áreas como infraestrutura, energia e saúde, enquanto saiu de alguns negócios ligados a commodities — como o alumínio e a celulose.
Em entrevista ao InvestNews, o CEO João Schmidt diz que a ideia não é sair totalmente das commodities. E que, agora, com tanto dinheiro em caixa, o plano é seguir investindo para transformar o portfólio — mas mantendo o equilíbrio entre setores.
Leia mais nesta reportagem de Rikardy Tooge.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
🏭 A crise da Braskem no México
👟 As desventura da Nike na China
💉 O efeito Mounjaro na Renner
🤖 Sora: os bastidores da queda
HIGHLIGHTS
🏭 A crise da Braskem no México
A Braskem Idesa, joint venture da Braskem no México, prepara um pedido de recuperação judicial nos EUA, segundo o Estadão. A empresa fechou 2025 com US$ 35 milhões em caixa — e tem US$ 108 milhões em dívidas vencendo neste ano. A própria Braskem, também pressionada, deve pedir proteção contra credores no Brasil, como revelou o InvestNews.
🩺 Squadra cobra mudanças na Hapvida
A gestora Squadra pressiona a Hapvida por mudanças: enviou uma carta pedindo alterações no conselho e que a empresa avalie vender operações no Sul e no Sudeste. A Squadra, de Guilherme Aché, tem 7% da Hapvida e é a maior acionista depois da família Pinheiro, fundadora da companhia, que detém 39%.
📊 Aegea e o alerta no mercado
Na semana passada, a Aegea adiou seu balanço para fazer ajustes contábeis que, segundo ela, afetam números atuais e antigos. Isso acendeu um alerta aos investidores – e derrubou o preço dos títulos no mercado secundário. Uma debênture emitida em dezembro, por exemplo, já caiu cerca de 8%.
UMA IMAGEM

A Motiva (ex-CCR) assumiu a administração da Fernão Dias, substituindo a Arteris.
A troca conclui um processo iniciado no leilão de dezembro de 2025, quando a empresa garantiu o direito de operar a rodovia.
Para assumir a operação, a Motiva pagou R$ 381 milhões à vista pela Autopista Fernão Dias, a concessionária da via. Além disso, terá que arcar com uma indenização estimada em R$ 295 milhões à Arteris.
Na foto: trecho da Fernão Dias. Crédito: divulgação/Autopista Fernão Dias
CONTEÚDO DE MARCA: CASAS BAHIA
Vendas recordes e dívida em queda: Casas Bahia engata novo ciclo de crescimento
A transformação está feita. A dívida, sob controle. E o crescimento, em curso. O Grupo Casas Bahia abre 2026 em uma posição difícil de imaginar dois anos atrás: capitalizada, enxuta e com apetite declarado para crescer. Após alcançar valor de vendas recorde no quarto trimestre de 2025 e encerrar a transformação de sua estrutura de capital, a empresa agora olha para frente.
Leia mais no InvestNews.

As desventuras da Nike na China
Por anos, a China foi a principal alavanca de crescimento da Nike. Hoje, virou o maior problema. Na semana passada, a empresa alertou que as vendas no país podem cair até 20% neste trimestre — e que os próximos também não devem ser animadores.
A empresa vem perdendo espaço à medida que a concorrência avança por lá: marcas locais como Anta e Li-Ning já oferecem produtos semelhantes a preços bem mais baixos.
A Nike já tenta reagir há algum tempo. Quando o CEO Elliott Hill assumiu, em outubro de 2024, descreveu a China como “o caminho mais longo” na tentativa de retomar o crescimento da companhia.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
44 aviões
Foi o total de entregas da Embraer no 1º trimestre de 2026, uma alta de 47% na comparação anual.
Esse crescimento veio sobretudo do segmento de aviação comercial, com 10 unidades entregues.
Três deles foram do E195-E2 — o maior modelo comercial da Embraer.
UMA FRASE
“Conforme as pessoas mudam de tamanho, acabam trocando o guarda-roupa. Isso é um fator positivo para a compra de moda.”
VALE PARAR PARA LER
🤖 Sora: os bastidores da queda
O Sora era a grande aposta da OpenAI em vídeo, com parcerias estabelecidas até com a Disney. Mas virou um problema: muito caro, pouco usado e sem retorno. A empresa escolhei encerrar o aplicativo para focar em produtos mais rentáveis. A decisão, repentina, pegou os parceiros de surpresa.
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É ISSO. ATÉ AMANHÃ!
Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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