Alimentos com proteína adicionada ganham (ainda mais) músculo no Brasil
Na esteira das canetas emagrecedoras, o mercado global de alimentos e bebidas ditos “funcionais” – com proteína, fibra e outros chamarizes de saúde – já movimenta mais de US$ 900 bilhões em vendas, com crescimento anual perto de dois dígitos.
Por aqui, a tendência move cada vez mais negócios. Em março, a italiana Ferrero comprou a brasileira Bold Snacks. E a Pinc, outra marca de barrinhas proteicas, recebeu um aporte da Shift Capital.
Até a British American Tobacco (BAT), dos cigarros Lucky Strike, está tirando uma casquinha por meio de um fundo de venture capital chamado Btomorrow Ventures.
Além de fomentar startups, a BAT põe a serviço delas sua rede logística, que distribui cigarros e afins a 250 mil pontos de venda. A primeira cobaia desse modelo no Brasil foi justamente uma marca de alimentos com proteína adicionada, a Mais Mu.
Leia mais nesta reportagem de Marcelo Sakate.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
💰 O financiamento para a compra da Amil
💪 O valor da TotalPass dentro da SmartFit
🚀 SpaceX, um milagre do venture capital
⚽ O superávit brasileiro no futebol
HIGHLIGHTS
💪 Citi avalia TotalPass em R$ 1,7 bilhão
O Citi avaliou o serviço de benefícios corporativos TotalPass em R$ 1,7 bilhão, o que dá 14% de sua empresa-mãe, a rede de academias SmartFit. A receita da TotalPass, que tem 4 milhões de usuários, cresceu 120% em 2025.
💰 O financiamento para a compra da Amil
As gestoras americanas Bain Capital e Advent já estão conversando com bancos para financiar a aquisição de uma fatia – ou do controle – da Amil, de acordo com O Globo. O negócio de até R$ 20 bilhões pode contar com dinheiro de Itaú, Bradesco, Santander e BTG.
🟣 Nubank recebe licença bancária no México
O Nubank recebeu licença bancária no México, onde opera como instituição financeira desde 2019 e tem 15 milhões de clientes. A mudança permite oferecer serviços como conta-salário e novos produtos de crédito.

A indústria quer mais turbinas. Só quatro empresas no mundo fazem as peças delas
Toda a produção mundial de pás e palhetas de turbinas – as peças mais delicadas ali – se concentra em quatro empresas: Howmet, Precision Castparts, CPP e DPC.
Elas fornecem tanto para fabricantes de motores de avião – como Rolls-Royce e Pratt & Whitney – como turbinas industriais a gás, caso de GE Vernova, Mitsubishi e Caterpillar.
Agora, data centers de IA andam usando turbinas a gás também, para não depender só da rede elétrica.
Resultado: nunca foi tão lucrativo fabricar pás e palhetas. A margem da Howmet, por exemplo, subiu de 16,6% para 25,5% desde 2019, e suas ações se multiplicaram por cinco em três anos.
Na foto: motor Pratt & Whitney F100, usado nos caças americanos F-15 e F-16. Crédito: Shelley Gill/Domínio Público.
UM NÚMERO
180
vezes. Foi o quanto a SpaceX multiplicou os US$ 11 bilhões que vários fundos de venture capital investiram na companhia desde sua fundação, em 2001.
Um exemplo emblemático é o da Valor Equity Partners – que entrou cedo na empreitada de Elon Musk, em 2006. Eles investiram US$ 5,8 bilhões ao longo dos anos. No dia após o IPO, esse naco valia US$ 97 bilhões.
Sozinha, a abertura de capital da SpaceX deu mais saída a fundos de venture capital do que toda a década de 2010. A “saída” materializa o lucro que você tira ao vender sua participação em uma empresa.
UMA FRASE
Não podemos quebrar a safra antes da hora, mas tudo está se encaminhando para problemas. Os mapas [climáticos] estão feios.
Na região Norte, a expectativa é que a seca piore as queimadas e dificulte o transporte hidroviário. No Nordeste e no Centro-Oeste, o calor excessivo deve abalar a safra.
No Sul, o aumento no volume de chuvas pode causar enchentes. E a umidade aumenta o risco de infecções por fungos na lavoura.
VALE A PENA LER
🧠 A escassez cada vez pior de chips de memória
O CEO da coreana SK Hynix, Kwak Noh-jung, disse que a demanda por chips de memória vai superar a oferta pelo menos até 2030, mesmo com investimentos vultuosos para aumentar a produção. A fala vem dias após a estreia da SK na Nasdaq, que movimentou US$ 26,5 bilhões e já é a 2ª maior venda de ações da história dos EUA, atrás só do IPO da SpaceX.
⚽ O superávit brasileiro na balança comercial do futebol
A exportação de atletas rendeu R$ 2,86 bilhões aos clubes brasileiros em 2025, ante R$ 1,2 bi gastos com importações. Dá um saldo positivo de R$ 1,65 bi, o maior do mundo. O Palmeiras encabeça em faturamento, com R$ 860 milhões. Só a venda de Estêvão ao Chelsea fechou por € 45 milhões (R$ 262 milhões).
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Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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