O Galeão renasceu numa canetada. Agora, tenta andar com as próprias pernas.
Em 1985, 40% dos passageiros que pisavam num aeroporto brasileiro passavam pelo Galeão. Em 2002, só 8,6%. Foi aí que a concessionária Changi, de Singapura, anunciou que desistiria do aeroporto.
Em 2023, começou a virada. Primeiro, o governo federal impôs um teto à operação do Santos Dumont – favorecido pela proximidade do centro do Rio –, o que deu 4 milhões de clientes ao Galeão.
Depois, o turismo ajudou: o fluxo de estrangeiros no Rio cresceu 84% de lá pra cá. O número de passageiros subiu de 7,5 milhões para 17,5 milhões ao ano – alta de 133%.
Agora, chegam dois reforços na revitalização: a espanhola Aena, maior operadora de aeroportos do mundo, assume a concessão. E a Gol inaugura lá, em julho, seu hub internacional.
Leia mais nesta reportagem de Alexandre Versignassi.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
💧 Itaúsa, GIC e Equipav unidas pela Copasa
🏗️ Um negócio pesado: Loxam compra Mills
⚡ A nova participação chinesa na Aliança Energia
💰 Os países que mais vão ganhar bilionários
HIGHLIGHTS
💧 Itaúsa confirma lance na Copasa
A Itaúsa confirmou que vai disputar a privatização da Copasa em parceria com os outros acionistas da Aegea, a Equipav e o GIC, fundo soberano de Singapura. O trio opera sob o nome Livorno Participações. Cada um ali tem 33%, com a Aegea em si tendo uma participação simbólica de 1%.
🏗️ Loxam compra controle da Mills
A locadora de máquinas Loxam, da França, comprou 50,3% da Mills a R$ 16 por ação – um prêmio de 22% sobre o fechamento de sexta, que avalia a empresa brasileira em R$ 3,8 bilhões. Como o controle mudou de mão, as regras da B3 obrigam a Loxam a estender a oferta de R$ 16 aos demais acionistas.
💠 Dexco: fim de fábrica de cerâmica
A Dexco fechou sua fábrica de revestimentos cerâmicos em Urussanga (SC) e vai transferir a produção para as unidades de Criciúma (SC) e Botucatu (SP). Embora o balanço do 1T26 tenha vindo melhor que o esperado, a divisão de azulejos e porcelanato da Dexco está com dificuldades.
UMA IMAGEM

O Fundo da Rota da Seda, do governo chinês, comprou uma participação minoritária na Aliança Energia – que opera 11 usinas de fontes renováveis pelo Brasil.
O fundo, que também comprou uma fatia da concessionária de rodovias EixoSP, é parte da chamada Nova Rota da Seda, um plano da China para investir em transportes, telecomunicações e energia em mais de 150 países.
Além de exercer influência geopolítica, os chineses pagam portos, aeroportos e estradas com o objetivo de criar infraestrutura para que suas próprias exportações alcancem novos mercados.
Na foto: Usina Hidrelétrica do Funil, no Rio Grande do Sul, uma das sete operadas pela Aliança. Crédito: Aliança/Divulgação.

O braço direito de Zuckerberg tem uma missão na Meta: fazer a empresa inteira usar IA
O estilo de gestão de Andrew Bosworth, chefe de tecnologia da Meta com vinte anos de casa, já foi descrito por um colega como “arrancar o curativo”. Agora, ele lidera a adoção de IA na empresa. E está fazendo jus à imagem.
A Meta planeja demitir 8 mil funcionários em 2026, 10% da folha. Na visão de Bosworth, de agora em diante, são os agentes de IA que vão trabalhar de fato – os humanos estão lá só para orientar os bots e revisar as entregas.
Bosworth teve dedo nos principais capítulos da história do Facebook – da invenção revolucionária do feed de notícias, em 2006, ao prejuízo de US$ 80 bilhões com o Metaverso.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
4,2%
Foi a queda média no lucro líquido das empresas de capital aberto brasileiras no 1T26 em relação ao mesmo período de 2025. As receitas, por sua vez, cresceram 5%. Trata-se de uma média ponderada – empresas maiores têm peso maior.
O estudo é do Valor, que fez as contas em cima dos balanços do 1T26 de 342 companhias.
As despesas financeiras líquidas – rubrica que inclui o pagamento dos juros da dívida – cresceram 31%, um sintoma da Selic nas alturas.
UM GRÁFICO

O relatório anual da consultoria imobiliária Knight Frank, que compila dados sobre o mundo dos super-ricos, veio com uma novidade em 2026: uma projeção de quais países mais vão ganhar bilionários nos próximos cinco anos.
A Árabia Saudita, que hoje tem 23 cidadãos com mais de US$ 1 bilhão, deve terminar 2031 com 65 deles. Em termos percentuais, é o maior crescimento da lista: alta de 183%.
Em números absolutos, porém, a Índia ganha: o país deve saltar de 207 para 313 bilionários.
VALE PARAR PARA LER
⚔️ Choque de monstrinhos
A fabricante de brinquedos chinesa Pop Mart começa neste ano a venda oficial de Labubus no Brasil. E já chegou com o pé na porta: entrou na Justiça contra a varejista Allmini, também chinesa, que oferece versões falsificadas dos monstrinhos em suas 25 lojas por aqui. Agora, a Allmini precisar pagar US$ 1,5 milhão em danos morais – e tirar as pelúcias piratas das gôndolas.
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Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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