Energia eólica: uma virada nos ventos?
A dinamarquesa Vestas é a maior fabricante de turbinas eólicas do mundo, e sentiu um baque em sua operação brasileira na virada de 2023 para 2024, quando a instalação de novos parques caiu 31% por aqui.
Os ânimos do setor esfriaram por causa da alta nos juros e das perdas com o curtailment – quando o sistema não dá conta de absorver toda a energia gerada e manda desligar usinas, de surpresa.
Apesar da baixa demanda, a Vestas não precisou parar as máquinas. O ciclo de fabricação de uma turbina é de 24 meses, ou seja: encomendas feitas no final de 2023 só saíram no final do ano passado.
Mas o setor deu sinais de recuperação em 2026. E a Vestas fechou novos contratos, num total de 1,1 gigawatt – o equivalente a 3% da capacidade instalada no Brasil. Agora, ela espera que a alta dos preços dos combustíveis fósseis e a instalação de data centers reaqueçam o mercado de energia renovável no país.
Leia mais nesta reportagem de Marcelo Sakate.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
✈️ Gol quer tirar satisfações com a American
🛢️ Petrobras marca território no pré-sal
🚂 Ultrapar estuda fatia maior na Rumo
🌴 JHSF compra terminal de jatinhos em Miami
HIGHLIGHTS
✈️ Gol quer tirar satisfações com a American
A Gol se prepara para entrar como interessada no processo do Cade que avalia o aporte de US$ 100 milhões da American Airlines na Azul. É que a American já tem uma fatia da Gol, e não estaria claro qual é o interesse dela em investir na concorrente.
🛢️ Petrobras acaba com imbróglio no pré-sal
A Petrobras opera a jazida de Jubarte, na Bacia de Campos. Já o campo vizinho, Argonauta, é de três sócias: Shell, ONGC e Brava. Jubarte e Argonauta têm uma pequena área sobreposta, que gerava atrito. Agora, a Petrobras comprou essa fatia do Argonauta por R$ 1,45 bilhão – e tirou os vizinhos de vez.
🚂 Ultra estuda aumentar participação na Rumo
O grupo Ultra estuda aumentar sua participação de 5% na Rumo, segundo o Valor. A Rumo é a operadora de ferrovias da Cosan, de Rubens Ometto. E Marcos Lutz, presidente do conselho da Ultra, conhece o negócio: já trabalhou na Cosan e ajudou a estruturar a divisão de infraestrutura da holding.
UMA IMAGEM

A JHSF anunciou ontem a compra da Embassair, que opera um terminal no aeroporto de Opa-Locka, a 30 minutos do centro de Miami.
A Embassair fornece o que jatinhos e seus passageiros precisam no chão: salas de embarque VIP, combustível, hangares, suporte à tripulação etc.
Com o negócio, a JHSF passa a dominar as duas pontas da rota entre a Flórida e o Catarina, seu aeroporto a 35 minutos do centro de São Paulo.
Na foto: terminal e jato executivo no aeroporto de Opa-Locka. Crédito: divulgação.

Larry Ellison: talvez o cara mais endividado do mundo
As ações da Oracle tombam 50% em 8 meses. Má notícia para o fundador Larry Ellison: 80% de sua fortuna de US$ 213 bilhões consiste em papéis da empresa de software.
Até aí, normal. 90% da fortuna de Sergey Brin, por exemplo, está em ações do Google. A diferença é que Ellison tem 40% da Oracle. Outros bilionários não chegam perto: Sergey mesmo tem só 6% do Google.
É que Ellison não gosta de vender ações. Para manter o poder intacto, pega empréstimos e deixa seus papéis como garantia. São US$ 50 bilhões em papéis penhorados hoje.
O problema: caso a queda da Oracle continue, os bancos credores podem começar uma venda em massa dos papéis para evitar o pior. É aí que o preço delas pode ir mesmo para as cucuias. Má notícia para os acionistas minoritários.
Leia mais neste texto do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
US$ 150 bilhões
É a indenização que Elon Musk está pedindo à OpenAI na Justiça americana. O julgamento começou ontem (27).
Musk foi um dos cofundadores da OpenAI e doou US$ 38 milhões nos primeiros anos da organização, criada em 2015 sem fins lucrativos.
Agora, Musk acusa Sam Altman e outros executivos de desvirtuar a OpenAI ao transformá-la em um negócio bilionário. Por trás da alegação está uma rixa antiga: ele saiu da empresa brigado com a atual cúpula.
UMA FRASE
Além dos recordes de safra, temos agora os novos recordes [no campo]: de inadimplência e de recuperações judiciais.
VALE PARAR PARA LER
🤖 China desfaz negócio de US$ 2 bi da Meta
O governo chinês impediu a Meta de comprar a Manus, uma startup de agentes de IA fundada por chineses cuja sede foi levada a Singapura. O recado de Pequim é que não importa o endereço do CNPJ – se a tecnologia tem dedo chinês, Zuckerberg não pode entrar. O negócio estava praticamente concluído: já havia até funcionários da Manus trabalhando nos escritórios da Meta.
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É ISSO. ATÉ AMANHÃ!
Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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