Como a classe executiva se tornou prioridade para a Gol
A Gol nasceu em 2001 como aérea de baixo custo. O problema é que, 25 anos depois, a classe econômica não rende mais: hoje, até 60% da receita de um voo longo vem dos assentos mais espaçosos da classe executiva e da premium economy — que levam só 10% dos passageiros.
A aérea criou sua primeira classe executiva, com assentos que reclinam 180º, para buscar esse filão. Adquiriu também suas primeiras aeronaves de corredor duplo, da família Airbus A330, grandes o bastante para abrigar esses latifúndios aéreos.
Os novos aviões vão percorrer rotas intercontinentais que, hoje, não estão no portfólio da empresa. O Galeão é a peça-chave: a ideia é ressuscitar o aeroporto carioca como hub de voos para grandes cidades americanas e europeias.
Nos EUA, essa tendência já se consolidou. De 2020 para cá, o número de assentos de executiva e primeira classe em voos domésticos no país cresceu 27%, quase três vezes mais que o avanço dos assentos econômicos, de 10%.
Leia mais nesta reportagem de Raquel Brandão.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
🏭 Braskem pede proteção contra credores
⚡ Âmbar assume eletricidade do Amazonas
📉 Insider trading nos mercados de previsão
💰 O incrível dissídio de 364%
HIGHLIGHTS
🏭 Braskem pede proteção contra credores
A Braskem deve pedir proteção contra seus credores nas próximas semanas — o primeiro passo antes de uma recuperação judicial ou extrajudicial. A gestora IG4, que comprou o controle da petroquímica junto à Novonor (ex-Odebrecht), só assume em maio, e não terá tempo de renegociar as dívidas antes dos próximos vencimentos.
⚡ Âmbar assume eletricidade do Amazonas
A Âmbar, do grupo J&F, vai fazer um aporte de R$ 9,8 bilhões para assumir o controle da Amazonas Energia, responsável pela rede elétrica amazonense. Hoje, a concessionária pertence ao grupo Oliveira Energia, que está endividado e sofre com inadimplência, ligações clandestinas e o desafio de manter a rede em meio à floresta.
🧴 Natura mexe no conselho e atrai gestora
A Natura anunciou ontem (30) um pacote de mudanças. Os fundadores vão formar um conselho consultivo e ceder seus assentos no conselho de administração a um grupo mais jovem. A mudança agradou a gestora Advent, que se comprometeu a comprar até 10% das ações da companhia.
O MELHOR DO INVESTNEWS

As oportunidades para obter renda passiva – e os cuidados para garantir uma
Sete em cada dez investidores brasileiros têm como meta viver de renda. Dá para fazer? Dá. Mas chegar em uma renda passiva equiparável a um salário exige dez, quinze ou vinte anos de aportes consistentes, com paciência para os juros compostos fazerem o trabalho duro.
Digamos, por exemplo, que você ponha R$ 50 mil em um FII que paga dividendos de 10% ao ano — cerca de R$ 400 por mês.
Os investidores que resistem à coceira de sacar esse bônus e deixam os R$ 400 se acumularem no FII, mês após mês, alcançam um rendimento mensal de R$ 700 em seis anos. O rendimento sobre o valor original vai a 17% ao ano.
Com a Selic a mais de 14%, o momento favorece quem se mexer agora. Esse é o tema da nova série de vídeos do InvestNews, “Estratégias para Viver de Renda”, com patrocínio do Nubank. Os três primeiros episódios saem no nosso canal do YouTube nesta quarta-feira (1).

Este sindicato conseguiu 364% de aumento. O segredo? Uma Prêmio Nobel na negociação.
Claudia Goldin ganhou o Nobel de Economia em 2023 por seus estudos sobre mulheres no mercado de trabalho. De lá pra cá, a professora de Harvard recebeu centenas de convites para atuar como consultora ou dar entrevistas. Só aceitou três.
Um deles, com uma condição: trabalhar pro bono, sem remuneração. O cliente em questão era o sindicato das atletas da WNBA, a liga americana de basquete feminino.
Com ajuda de Goldin, elas conseguiram um reajuste de 364%, que elevou o “salário mínimo” da WNBA para US$ 270 mil anuais. Um atleta homem na NBA ganha, no mínimo, quatro vezes esse tanto: US$ 1,1 milhão.
Foi o maior reajuste da história do esporte profissional. E o mais desafiador dos três convites aceitos pela pesquisadora: os outros eram fazer arremesso simbólico em um jogo de beisebol do Boston Red Sox e aparecer em um game show na rádio NPR.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
US$ 143 milhões
É o total que um grupo de insiders lucrou no Polymarket apostando em situações geopolíticas cujo desfecho eles já conheciam.
A aposta individual mais lucrativa até agora, em cima da captura de Nicolás Maduro pelos EUA, rendeu US$ 170 mil.
É possível que haja funcionários do governo americano envolvidos no escândalo: alguns dos insiders pareciam ter acesso a informações que só circulavam no Pentágono ou na Casa Branca.
UM GRÁFICO

Se você juntasse todas as baterias de lítio produzidas na Terra em 1991, elas seriam suficientes para equipar apenas dois carros elétricos atuais. E a brincadeira sairia caro: US$ 600 mil.
Hoje, as células de um EV custam uma fração disso: coisa de US$ 5 mil. Em média, o preço das baterias cai 19% cada vez que o volume de produção dobra.
Ontem, a mineradora brasileira-canadense Sigma Lithium fechou dois contratos de venda antecipada de lítio que somam US$ 146 milhões e reavivaram o interesse dos investidores na empresa, que atua nas jazidas do chamado “Vale do Lítio”, no norte de Minas Gerais.
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Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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