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Ambev versus todas as outras: a guerra das bebidas no Carnaval de São Paulo

A Ambev paga pela exclusividade na venda de bebidas no carnaval paulistano. Neste ano, foram R$ 29 milhões. A restrição dificulta a busca dos blocos por patrocínio de outras fabricantes de bebidas. E atrapalha os ambulantes, que só podem vender Skol, Corona, Beats, Budweiser…

  • Concorrentes como a mineira Xeque Mate buscam alternativas: apoiam blocos “secretos”, de fora do circuito oficial. E contam com a ajuda de alguns ambulantes credenciados, que vendem latinhas das rivais da Ambev debaixo dos panos. 

  • Em Belo Horizonte, onde o Carnaval de rua ressurgiu com força após a pandemia, mais de 40 marcas locais convivem nas ruas. Ambulantes e blocos barraram as tentativas da Ambev de impôr um modelo análogo ao paulistano. 

HOJE VAMOS FALAR SOBRE

🚂 Raízen vende refinaria e postos na Argentina

👨‍👩‍👧‍👦 As famílias chinesas por trás da alta do ouro(emoji) Texto

💬 Banco Master: “terceira divisão”

💵 Dólar a R$ 5,18

HIGHLIGHTS

💰 FGC e a conta do Master

O FGC deve desembolsar R$ 47 bilhões com o caso Master. Na prática, quem paga essa conta são as 244 instituições financeiras que contribuem todo mês para o fundo. Ontem, o conselho do FGC aprovou um pacote para recompor seu caixa: só em 2026, os bancos terão de antecipar cinco anos de contribuições.

🚂 Raízen vende refinaria e postos na Argentina

Com rating rebaixado e R$ 53 bilhões em dívidas, a Raízen está prestes a vender seus ativos na Argentina para a Mercuria Energy Group. O negócio deve levantar mais de R$ 5 bilhões. A refinaria de Dock Sud, em Buenos Aires, é a terceira maior do país, com capacidade de 101 mil barris por dia. 

🔎 CVM acusa 33 por caso em Maceió

A CVM abriu um processo administrativo contra 33 executivos ligados à Braskem. Eles faziam parte da companhia na época do desastre em Maceió — quando bairros inteiros afundaram por conta da extração de sal-gema. O órgão vai avaliar se a empresa divulgou de forma adequada ao mercado os riscos e os custos do desastre.

UMA IMAGEM

O Japão reativou a usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo. Ela estava desligada desde o desastre de Fukushima, em 2011.

  • A gigante voltará à ativa para suprir a demanda de energia crescente dos data centers de IA. 

  • A opinião pública sobre energia atômica tem melhorado nos últimos anos, após décadas de impopularidade. Nos EUA, por exemplo, 60% da população apoia a construção de novos reatores. 

Na foto: Vista aérea da usina de Kashiwazaki-Kariwa. Crédito: Tokyo Electric Power (Tepco).

O MELHOR DO The Wall Street Journal

As famílias chinesas por trás da alta do ouro em 2025

Diante de ações voláteis, juros baixos, noticiário geopolítico imprevisível e um mercado imobiliário em crise, os cidadãos chineses têm feito poupança em ouro.

  • Investidores do país compraram 432 toneladas em barras e moedas de ouro no ano passado. Isso é 30% mais do que em 2024 e um terço de todo o ouro negociado globalmente nessas categorias. O BC chinês, para comparar, adquiriu “só” 27 toneladas no mesmo período. 

Esse pico de interesse foi um dos fatores por trás da maior alta anual da história do ouro: 64%. Após o frenesi, veio um pequeno crash: os preços desabaram 13% entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro, algo que não acontecia há quatro décadas

Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.

UM NÚMERO

100 anos

É a duração dos títulos de dívida mais longevos de um pacote que a Alphabet, dona do Google, deve emitir nos próximos dias, de acordo a Bloomberg. Os títulos vão ser em libras, e a taxa de juro ainda não saiu.   

Pouquíssimas empresas podem se dar a esse luxo, claro. Uma das poucas que já lançou bonds com vencimento em um século foi a Universidade de Oxford, fundada há quase mil anos.

UMA FRASE

É como se fosse um time da terceira divisão.

Gabriel Galípolo, sobre a desimportância do Banco Master para o sistema financeiro – já que a instituição detinha menos de 0,5% dos ativos em poder dos bancos no Brasil. O presidente do Banco Central completa: “mais difícil foi para quem teve de liquidar o Bamerindus, o Econômico e o Nacional, que tinham relevância sistêmica”. 

UM GRÁFICO

Ontem, o dólar fechou a R$ 5,18, o menor patamar desde maio de 2024. Não foi só aqui: a moeda americana caiu no mundo todo. 

  • Pesou a notícia de que a China pediu a seus bancos para comprarem menos títulos públicos dos EUA — e, em alguns casos, venderem parte do que já têm.

Daí ganhou força a leitura de que investidores estão evitando ativos americanos — e de que o dólar pode, eventualmente, perder força como moeda de reserva global. A ver.

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Curadoria e textos: Camila Barros
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito

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