Com BTG de sócio, Eucatex prepara aquisições
A construção civil brasileira cresceu 25% desde 2020. A Eucatex, que faz painéis de madeira em MDF, piso laminado e tintas, pegou carona na explosão do setor.
A empresa tem R$ 340 milhões em caixa para investir em aquisições, um nível saudável de dívida e aposta que a provável queda dos juros a partir de março vai aquecer mais o mercado brasileiro.
Os EUA também são uma frente de investimento importante: têm uma população imensa que curte projetos “faça-você-mesmo” e investe em materiais de construção com maior valor agregado.
Desde 2023, o BTG Pactual é o segundo maior acionista da Eucatex, com 33% da empresa. A família de Paulo Maluf, que fundou o negócio em 1951, ainda é dona de 43% dos papéis.
Leia mais nesta reportagem de Rikardy Tooge.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
⚛️ J&F na Eletronuclear: agora vai
🏭 Gerdau: tropeço nos Brasil, voo nos EUA
💻 Google quer peitar a Nvidia
💼 CVM: vendendo o almoço para comprar a janta
HIGHLIGHTS
⚛️ Governo libera fatia da J&F na Eletronuclear
O governo federal finalmente renunciou a seu direito de preferência sobre as ações da Eletronuclear – o que abre caminho para a Âmbar Energia embolsar 68% da empresa. Por trás da Âmbar está a holding J&F, controlada pelos irmãos Batista.
🏭 Gerdau tropeça no Brasil e voa nos EUA
Em 2025, a Gerdau registrou seu pior resultado no Brasil em mais de vinte anos. Culpa do aço chinês, que chega aqui até 50% mais barato. Por outro lado, a operação norte-americana superou expectativas: no quarto trimestre, as 13 siderúrgicas nos EUA e no Canadá geraram 73% do Ebitda da empresa.
🛍️ Iguatemi tem maior lucro da história
O grupo Iguatemi fechou 2025 com um lucro líquido recorde de R$ 610 milhões, uma alta de 28% em relação a 2024. Outro número interessante foi o crescimento de 11% nas vendas por área bruta locável, ou seja: quanto o shopping vende para cada m² ocupado por lojas.
UMA IMAGEM

Ontem, o TCU pediu a suspensão do projeto da ferrovia EF-170, a Ferrogrão, que vai ligar o Mato Grosso ao Pará.
Leonardo Cezar Ribeiro, do Ministério dos Transportes, defende que a ferrovia é a melhor opção ambiental porque evita o chamado “efeito espinha de peixe”, visível na foto de satélite acima. Em suas palavras:
“As rodovias têm um impacto maior porque, ao longo delas, vão se criando ramificações (...) que afetam ainda mais a floresta. A ferrovia é apenas linha férrea, o impacto é o menor possível.”
Na foto: Estradas vicinais se ramificam a partir uma via principal na Amazônia. Crédito: NASA Landsat.

Google cutuca monopólio dos chips de IA
A NVidia produz um em cada dez processadores usados para IA. Mas o Google tem seus próprios chips especializados, as TPUs, desde 2015. E agora, quer se tornar a primeira big tech a roubar com sucesso uma fatia do mercado de hardware para data centers.
Em outubro passado, a Anthropic fechou um acordo para usar um milhão de TPUs, e elogiou o custo-benefício.
Mas não é fácil concorrer. Nvidia e Google só desenham os chips. Quem fabrica geralmente é a taiwanesa TSMC, que domina 70% da produção de semicondutores de alta performance e está sobrecarregada. Ela pode priorizar encomendas de sua fiel cliente NVidia.
Além dos entraves práticos, há uma questão de honra: em geral, Amazon e Meta preferem negociar com a NVidia em vez de contribuir com a receita do Google, que é concorrente direto.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
50,1%
É a fatia das ações do grupo LVMH que agora está nas mãos de Bernard Arnault e seu clã.
O homem mais rico da Europa anunciou em janeiro a meta simbólica de superar os 50%. No fim do ano passado, a família possuía 49,7% dos papéis.
Nada muda no comando da companhia: os Arnault já detinham mais de 60% dos direitos de voto.
UMA FRASE
O pessoal trabalha no limite da capacidade. Há servidores com dedicação exaustiva e muitos processos por pessoa.
VALE PARAR PARA LER
✈️ Embraer renova linha de jatos executivos
A Embraer anunciou dois novos aviões executivos, o Praetor 600E e Praetor 500E, para competir no segmento de jatos médios. A empresa produz o jato leve mais vendido do mundo há 15 anos, o Phenom 300, mas perde para Cessna e Bombardier no mercado de aeronaves com autonomia maior.
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É isso. Boa quarta-feira!
Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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