Ouça a versão em áudio:
A nova fronteira da disputa entre JBS e MBRF: a mesa do consumidor muçulmano
A MBRF se prepara para abrir o capital da Sadia Halal em 2027. A empresa reúne as operações do grupo no Oriente Médio, com foco em alimentos produzidos conforme as regras do Islã.
A Sadia chegou à Arábia Saudita nos anos 1970. E virou parte do dia a dia dos consumidores. Por muito tempo, inclusive, tinha gente que achava que a marca era local, pela semelhança com “Saud”, o sobrenome da família real saudita.
Já a JBS passou a investir por lá mais recentemente, a partir de 2021. Desde então, ela se consolida na região com a marca Seara, de frango e alimentos prontos. Agora, em janeiro, anunciou que vai dobrar a capacidade da fábrica em Jeddah, diante da demanda aquecida.
Tanto na MBRF quanto na JBS, o Oriente Médio – e sobretudo o público muçulmano – ganhou um papel central na estratégia de crescimento. Afinal, são mais de 1,9 bilhão de pessoas que seguem a dieta halal, em um grupo que cresce duas vezes mais rápido que a média global.
Leia mais nesta reportagem de Rikardy Tooge.
Hoje vamos falar sobre:
🏦 PicPay rompe jejum de IPOs brasileiros
⛏️ Os dilemas da megafusão entre Rio Tinto e Glencore
📱 Meta acalma investidores
🔮 Nos juros de longo prazo, a ‘queda da Selic’ já começou.
HIGHLIGHTS
🏦 PicPay rompe jejum de IPOs brasileiros
O PicPay levantou US$ 434 milhões em seu IPO nos EUA. Esta é a primeira vez que uma empresa brasileira abre capital desde 2021. A fintech é controlada pela família Batista – que, mesmo após o IPO, segue com 98% do poder de voto da companhia.
🛢️ As reservas da Petrobras
Mesmo batendo recorde de produção em 2025, a Petrobras conseguiu aumentar seu estoque de petróleo e gás. Ela extraiu cerca de 1 bilhão de barris no ano. Mas, em compensação, descobriu o equivalente a 1,7 bilhão de barris em suas reservas.
✈️ Azul vai ao mercado
Até o fim de fevereiro, a Azul deve lançar uma nova oferta de ações de até US$ 950 milhões, como parte de seu processo de recuperação judicial nos EUA. Em paralelo, a companhia prepara a emissão de US$ 1,2 bilhão em dívida no mercado externo.
UMA IMAGEM

O Valor Econômico noticiou que a CSN estaria avaliando a venda de até 100% do negócio de siderurgia. Questionada pela CVM, a companhia disse que não há negociações avançadas nem compradores definidos.
Neste mês, a CSN anunciou um plano para levantar até R$ 18 bilhões com a venda de participações em ativos.
Na foto: a sede da CSN em Araucária, Paraná (Foto: Adobe Stock)


Os dilemas da megafusão entre Rio Tinto e Glencore
A Rio Tinto tem até 5 de fevereiro para decidir se fará uma oferta formal pela Glencore. O negócio criaria a maior mineradora do mundo, dona de 10% da produção global de cobre. Até o prazo final, o mercado vem especulando sobre qual seria o formato ideal do acordo:
Os analistas defendem que a Rio Tinto teria de comprar a Glencore inteira, sem exceções, para não abrir espaço para uma investida da rival BHP – a atual maior mineradora do mundo.
Após a fusão, o grupo poderia vender ativos não estratégicos, como a mineração de zinco. E talvez o negócio de carvão da Glencore, já que mantê-lo poderia prejudicar as credenciais ambientais da Rio Tinto – que abandonou esse segmento em 2018.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
US$ 135 bilhões
É quanto a Meta projeta investir em 2026 para bancar sua infraestrutura de IA. Dá quase o dobro de 2025, quando desembolsou US$ 72 bilhões.
Os gastos das big techs com IA vêm assustando os investidores, que ainda tentam descobrir se (e quando) esse investimento vai se pagar.
Só que, desta vez, os números da Meta acalmaram as críticas: no 4º trimestre, a receita cresceu 24% e o lucro líquido avançou 9%, acima das previsões. Não à toa, as ações da companhia dispararam 10% nas negociações após o encerramento do pregão.
UMA FRASE
“Este ano, a patente da semaglutida acaba no Brasil, na China e no Canadá. Mercados muito grandes e importantes. Vamos ver mudanças [no mercado] porque isso, de fato, garante mais acesso [aos pacientes].”
UM GRÁFICO

Ontem, o Copom decidiu manter a Selic em 15%, como já era esperado. E avisou que deve começar a cortar os juros em março.
O mercado já vinha se antecipando para isso também. Tanto que, desde meados de janeiro, as taxas dos títulos públicos prefixados começaram a cair.
Significa o seguinte: com a expectativa de corte à frente, os investidores passaram a comprar mais títulos públicos agora, para travar taxas mais altas.
Com a demanda alta, o preço do título subiu. No universo dos prefixados, preço e taxa andam em direções opostas: por isso, a taxa dos títulos caiu.

Morning Cripto
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É isso. Boa quinta-feira!
Curadoria e textos: Camila Barros
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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