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Como os painéis solares viraram um problema
⚔️ A nova escalada tarifária entre EUA e China | ✈️ Embraer de olho no duopólio Airbus-Boeing
Ouça a versão em áudio:
Como os painéis solares viraram um problema para o sistema elétrico
Os painéis solares já fazem parte da paisagem brasileira. Espalhadas por telhados e lajes, as milhões de plaquinhas respondem por 18% da capacidade instalada do país – o equivalente a três usinas de Itaipu.
Isso só foi possível graças a mais de uma década de subsídios generosos: desde 2012, quem gera a própria energia pode injetar o que sobra no sistema elétrico – e, em troca, recebe créditos para abater da conta de luz.
Mas essa dinâmica criou um problema. A geração descentralizada é difícil de controlar: os painéis produzem quantidades colossais de energia ao mesmo tempo, e sem coordenação. Trata-se de um risco para a estabilidade do sistema, que precisa de um equilíbrio entre oferta e demanda.
Para evitar desequilíbrios, o Operador Nacional do Sistema (ONS) opta por "desligar" usinas de geração centralizadas Brasil afora – o que ameaça a sustentabilidade financeira de parques eólicos e solares.
Leia mais nesta reportagem de Greg Prudenciano.
Hoje vamos falar sobre:
💸 Raízen descarta recuperação judicial
⚔️ A nova escalada tarifária entre EUA e China
⚙️ Chegou a vez do boom do alumínio?
✈️ Embraer de olho no duopólio Airbus-Boein
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HIGHLIGHTS
🏗️ BTG compra dívidas da Invepar
O BTG Pactual negocia a compra de uma dívida de R$ 220 milhões que a Invepar tem com o Banco do Brasil, segundo O Globo. Na semana passada, o BTG já tinha adquirido outra dívida de R$ 191 milhões na empresa – uma holding de infraestrutura que controla o Aeroporto de Guarulhos e a Linha Amarela, no Rio.
💸 Raízen descarta RJ
A Raízen negou os rumores de que estaria preparando uma reestruturação de dívida ou um pedido de recuperação judicial. A companhia vem numa missão de se desfazer de até R$ 15 bilhões em ativos para reduzir o endividamento. Hoje, o principal objetivo é vender a operação na Argentina.
💼 O novo vice-chairman no GPA
O GPA elegeu Edison Ticle como vice-presidente do conselho de administração. O executivo também é CFO da Minerva – e isso tem preocupado o CEO do GPA, Marcelo Pimentel, segundo fontes ouvidas pelo InvestNews. Ele vê ali um possível conflito de interesse, já que a Minerva é uma das fornecedoras do grupo.
UMA IMAGEM
Foram 90 dias de trégua. Agora, EUA e China voltaram a se estranhar. Na sexta, a Casa Branca anunciou tarifas adicionais de 100% sobre produtos chineses, válidas a partir de 1º de novembro.
Foi uma resposta à decisão da China de endurecer o controle sobre exportações de terras raras.
No domingo, Trump minimizou o conflito: “o presidente Xi apenas teve um momento ruim”, escreveu na Truth Social. Já o governo chinês classificou as tarifas como hipócritas e ameaçou retaliar.
Na foto: mineração de terras raras em Lianyungang, na China.


Chegou a vez do boom do alumínio?
Existem quatro ingredientes indispensáveis para a transição energética: cobre, lítio, aço e alumínio. O cobre conduz a energia em cabos e carregadores. O lítio compõe as baterias de carros elétricos, turbinas eólicas e painéis solares. E o aço e o alumínio formam a estrutura que sustenta tudo isso.
Nas últimas décadas, novos projetos de energia limpa turbinaram a demanda por esses metais. Resultado: desde 2005, o preço do cobre subiu 160%. O do lítio, mais de 500%.
Mas o alumínio subiu bem menos: 44% em 20 anos. É que a China aumentou agressivamente sua capacidade de produção nesse período. Ou seja: a demanda cresceu, mas a oferta também.
Esse quadro pode estar perto de mudar, já que a produção chinesa se aproxima do teto de produção imposto por Pequim, de 45 milhões de toneladas por ano. Agora, analistas do Citi já projetam um déficit de 1,4 milhão de toneladas no mercado global a partir de 2027.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
3%
Foi quanto o dólar subiu na semana passada. Na sexta, a moeda americana fechou cotada a R$ 5,49.
Lá fora, o revival da disputa entre EUA e China fez os investidores correrem para ativos mais seguros – tipo o dólar e o ouro.
Aqui, bateu forte o sentimento de incerteza fiscal, depois que o governo perdeu a MP que tributaria aplicações financeiras isentas.
UMA FRASE
“Essa é a maior crise do setor de bebidas destiladas no Brasil.”
VALE PARAR PARA LER
✈️ Embraer de olho no duopólio da Airbus e da Boeing
Francisco Gomes Neto, o CEO da Embraer, vê chance de novos competidores desafiarem a Airbus e a Boeing no mercado de aeronaves narrow body – de até 240 passageiros, usadas em voos curtos e médios. Ao Financial Times, ele fala em “espaço para três ou quatro empresas” no segmento, mas não diz se a própria Embraer entrará no jogo. Ali, a decisão sobre novos modelos deve ficar só para a próxima década.
🇺🇸 Os efeitos do shutdown
A paralisação do governo dos EUA já dura duas semanas. Até aqui, os impactos foram pequenos, já que muitos serviços seguiram operando com os recursos que ainda tinham em caixa. Mas o impasse orçamentário está longe de um desfecho. E a estimativa é que cada semana de shutdown reduza o PIB americano em 0,2 ponto percentual.
É isso. Boa semana!
Curadoria e textos: Camila Barros
Edição: Alexandre Versignassi (em férias)
Design: João Brito
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