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Suzano e Klabin diversificam negócios para reduzir sua dependência de celulose
A cotação da polpa de celulose kraft, que é o tipo mais comum, caiu 34% entre janeiro e abril de 2023, e não voltou mais ao patamar antigo. Para amortecer o impacto, Klabin e Suzano estão pondo suas fichas em produtos de papel já convertido, com maior valor agregado.
A Klabin foi pioneira dessa estratégia. 60% de seu resultado operacional em 2025 veio do setor de papéis e embalagens, que tem margens mais generosas e previsíveis.
A Suzano fica atrás: mais de 80% do seu Ebitda ainda vem da polpa de celulose. Mas, em 2024, ela fechou uma joint venture com a Kimberly-Clark para fornecer papel higiênico, papel-toalha e lencinhos a mais de 70 países.
Em 2026, a Suzano vai manter sua produção de celulose mais de 3% abaixo da capacidade. De propósito: a ideia é tirar algumas centenas de milhares de toneladas do mercado para forçar uma alta nos preços.
Leia mais nesta reportagem de Rikardy Tooge.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
✈️ United e a recuperação da Azul
🍺 A queda nas vendas da Heineken
🥩 Muralha da China contra a carne brasileira
💬 Um momento Criança Esperança
HIGHLIGHTS
🍺 O Dry January da Heineken
O brasileiro tomou, em média, uma lata de cerveja a menos por mês em 2025 em comparação com 2024. Em resposta, as vendas da Heineken no Brasil caíram 5% no período, e a receita recuou entre 1% e 3%. A holandesa vai cortar até 6 mil empregos por conta da baixa na demanda mundial pelas geladas.
👚 Guararapes bate recorde
A Guararapes, dona da Riachuelo, fez bonito no balanço do 4° trimestre de 2025. O lucro subiu 117% em relação ao ano anterior. E o Ebtida de R$ 1,75 bilhão, que é um recorde para a empresa, foi um salto de 18% sobre 2024.
🔎 Assaí vai vender no Mercado Livre
O Assaí fechou uma parceria com o Mercado Livre: vai pagar uma taxa para a varejista online gerir tanto os estoques como a entrega dos produtos. Perecíveis estão fora, o acordo se limita a alimentos secos e produtos de limpeza. Por sinal: ontem, o Assaí divulgou queda de 27% no lucro do quarto trimestre.
UMA IMAGEM

O Cade aprovou o aporte de US$ 100 milhões da United Airlines na Azul – uma parte fundamental do plano da aérea brasileira para sair da recuperação judicial.
O aval permite que a United eleve a participação dela de 2% para 8% do capital da Azul.
O caso estava em análise pelo seguinte: a empresa americana também é sócia do grupo Abra, que controla a Gol. Ou seja, as duas grandes aéreas do Brasil têm o mesmo sócio, e isso poderia ser um entrave à livre-concorrência.
Na foto: Avião da Azul pousa no aeroporto do Galeão (Wagner Meier/Getty).

Batidas do ICE já afetam a economia do Texas
Firmas de construção civil do sul do Texas estão com obras paradas por falta de funcionários: mesmo imigrantes mexicanos com documentação em dia estão largando seus empregos para evitar detenções arbitrárias pelo Serviço de Imigração americano, o ICE, em pleno expediente.
Em um empreendimento imobiliário na cidade de Weslaco, ocorreram no mínimo seis batidas nos últimos meses. A mais recente levou oito operários.
Com a escassez de mão-de-obra, as obras param e geram uma reação em cadeia no setor: uma empresa de concreto local declarou falência, uma loja de azulejos perdeu US$ 5,3 milhões em vendas. A construção de casas caiu 30% no Condado de Hidalgo, na fronteira com o México.
De acordo com relatório publicado em janeiro pela AGC, a maior associação setorial de construção civil dos EUA, as medidas anti-imigração afetaram um terço das empreiteiras americanas nos últimos seis meses.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UMA FRASE
“É um momento meio Criança Esperança:
depende de nós”
UM GRÁFICO

O Banco do Brasil soltou ontem, depois do mercado fechar, o balanço do 4° trimestre de 2025 – o último do ciclo atual de divulgação de resultados dos bancões.
Nos balanços de banco, o que mais importa é o ROE, que é basicamente a “margem de lucro”. E o do Banco do Brasil veio baixo: 11%.
O consenso no mercado é que um ROE saudável deve passar dos 15%, Entre os bancos peso-pesado, a melhor marca foi a do BTG: 27%.
VALE PARAR PARA LER
🥩 Muralha da China contra a carne brasileira
A China implementou uma tarifa de 55% sobre importações de carne bovina que passem de uma certa cota. Essa taxa astronômica, é claro, acaba com a competitividade de qualquer filé estrangeiro. O teto para o Brasil é de 1,1 milhão de toneladas, menos que as 1,5 milhão de toneladas que enviamos para lá em 2025 (um recorde, diga-se). A medida pode derrubar os preços da carne por aqui.
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É isso. Boa quinta-feira!
Curadoria e textos: Camila Barros e Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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