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Hidrelétrica que ‘rebobina’: uma forma de termos energia solar à noite
Quando o sol está a pino, os painéis solares geram mais energia do que o sistema elétrico consegue absorver. À noite, quando o sol teima em apagar, a chave vira: falta energia na rede. As hidrelétricas reversíveis são uma forma de equilibrar essa dinâmica.
Funciona assim: de dia, a hidrelétrica fica desligada – e aproveita esse tempo para encher o reservatório superior, bombeando água lá de baixo. Para isso, ela usa energia dos painéis solares e turbinas eólicas que, de outra forma, teriam sua geração desperdiçada.
Em suma, é uma hidrelétrica que ‘rebobina’, usando a energia do sol e do vento. E aí, de noite, a água que subiu desce, passa pelas turbinas e gera energia.
Hidrelétricas reversíveis são comuns no resto do mundo: 15% da potência hídrica disponível no planeta vem delas. O Brasil, porém, não tem nenhuma. A paranaense Copel planeja construir a primeira do país, com capacidade de 70 MW – o suficiente para suprir uma cidade de 200 mil habitantes.
Leia mais nesta reportagem de Alexandre Versignassi.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
🔍 Quem quer a Copasa
🌡️ A febre da Polymarket
🛢️ 3,77 milhões de barris por dia
🎢 Menos estrangeiros na Disney
HIGHLIGHTS
🔍 Quem quer a Copasa
A Copasa, concessionária de água de Minas Gerais, está avançando em seu processo de privatização. E, segundo a Bloomberg, ao menos quatro grupos já estudam comprar uma participação ali: a francesa Veolia, o fundo Perfin e as concessionárias Sabesp e Aegea.
💧 Aegea: R$ 59 bilhões
Falando na Aegea… O GIC, fundo soberano de Singapura, planeja um aumento de capital de até R$ 1,2 bilhão na companhia – a maior empresa privada de saneamento do país. A operação avalia a companhia em R$ 59 bilhões. Esse preço pode servir de referência para um possível IPO ainda neste ano.
🤝 Uma rara aquisição na Raízen
A Raízen agora é dona de 100% da Raízen Biomassa, após comprar a fatia da japonesa Sumitomo. Faz parte do acordo firmado entre elas em 2016, que já previa a compra caso a sócia decidisse sair. A aquisição é uma exceção neste momento da Raízen, que está vendendo ativos para reduzir a dívida.
UMA IMAGEM

Os EUA vão reduzir de 50% para 18% as tarifas sobre produtos indianos. Em troca, a Índia topou abrir mais seu mercado para produtos americanos – e prometeu parar de comprar petróleo russo.
Depois que o Ocidente impôs sanções à Rússia, o petróleo de lá passou a ser vendido com grandes descontos no mercado paralelo. A Índia, então, viu uma oportunidade de reduzir seus custos de energia.
Segundo a consultoria Kpler, no ano passado, 37% do petróleo que a Índia importava vinha de cargas sancionadas.
Na foto: o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, na Casa Branca em fevereiro de 2025 (Bloomberg).

A febre da Polymarket: quem é o fundador do site de apostas que virou fenômeno
A Polymarket é uma plataforma de apostas com criptomoedas. Nela, os usuários tentam prever de tudo – desde o resultado das eleições até o próximo ator de James Bond. O site foi fundado em 2020 por Shayne Coplan, na época com 22 anos.
Em 2024, Coplan entrou no radar do FBI. Promotores federais investigavam se a Polymarket descumpria regras de combate à lavagem de dinheiro, num momento em que o governo Biden apertava o cerco às criptomoedas.
Apenas 14 meses depois, porém, a vida e a reputação de Coplan já eram outras: a investigação foi arquivada e, após uma rodada de aportes, a Polymarket passou a valer US$ 9 bilhões – transformando o jovem em bilionário.
As relações políticas da plataforma também saíram do inferno e subiram aos céus: aliados do trumpismo se aproximaram da Polymarket, e Donald Trump Jr., filho do presidente americano, virou investidor e conselheiro da empresa.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
3,77 milhões de barris por dia
Foi quanto o Brasil produziu de petróleo em 2025 – um recorde.
Trata-se de uma alta de 12% em relação a 2024, quando o país extraiu 3,36 milhões de barris por dia.
Desse total, 56% saíram de apenas três campos do pré-sal: Tupi, Búzios e Mero – todos na costa do Rio de Janeiro.
UMA FRASE
“A demanda global de eletricidade para inteligência artificial simplesmente não pode ser atendida com soluções terrestres.”
VALE PARAR PARA LER
🎢 Menos estrangeiros na Disney
Menos turistas estrangeiros estão visitando os parques da Disney nos EUA. Por isso, a empresa espera que o lucro de sua divisão de parques cresça menos neste trimestre. Agora, a nova estratégia é repaginar o marketing para tentar atrair mais visitantes domésticos.
Acompanhe o mercado e as notícias importantes do mundo cripto.
É isso. Boa terça-feira!
Curadoria e textos: Camila Barros
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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