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Porto de Santos: o cabo de guerra que trava o leilão do Tecon 10

O Porto de Santos está no limite. A capacidade instalada ali dá conta de 5,9 milhões de contêineres por ano, e foi esse tanto que embarcou em 2025. A solução é transformar uma área subutilizada em um novo terminal, o Tecon 10. Mas o leilão empacou.

  • O motivo é uma disputa entre as empresas que operam os navios (as chamadas “armadoras”) e as que administram os terminais portuários. 

  • Para as armadoras, o melhor negócio é administrar terminal também. Aí elas deixam de depender de outras empresas. E essas gigantes têm conseguido. 75% da operação em Santos está nas mãos de armadoras, como a Maersk e a MSC.


Para diminuir essa concentração, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários quer impedir as armadoras de participar do leilão do novo terminal, e deixar só as operadoras na disputa. As titãs do frete marítimo discordam. E o imbróglio permanece em aberto. 

HOJE VAMOS FALAR SOBRE

🚂 Ultrapar negocia a compra de 30% Rumo…

…e a Chevron quer 30% da Ipiranga

🌱  O efeito da guerra sobre os fertilizantes

🛢️ A montanha-russa do Brent

HIGHLIGHTS

🚂 Ultrapar negocia a compra de 30% Rumo…

A Ultrapar e o fundo de infraestrutura Perfin estão discutindo a compra de 30% da Rumo, que pertence ao grupo Cosan. A venda ajudaria a Cosan a aliviar o impacto da crise da Raízen, sua controlada, e ampliaria a presença da Ultrapar no escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste. 

…e a Chevron quer 30% da Ipiranga

Em outra ponta, o Grupo Ultra negocia vender 30% da Ipiranga para a Chevron, de acordo com o Brazil Journal. A rede de postos vai bem: o Ebitda subiu 26% em doze meses depois de as autoridades apertarem a fiscalização contra postos irregulares país afora. 

👟 3G Capital corre atrás do público fitness

O número de corridas de rua no Brasil cresceu 85% em 2025: foi de 2,8 mil para mais de 5 mil. Para surfar essa onda, a 3G Capital, dona dos tênis Skechers, comprou os naming rights das pistas de corrida dos parques Villa-Lobos e Cândido Portinari, na capital paulista, e rebatizou os trajetos com nomes de calçados da marca.

O MELHOR DO The Wall Street Journal

O hitmaker da Pixar assumiu. Aí a torneira de hits fechou

Pete Docter é um Paul McCartney da animação contemporânea. Foi o roteirista por trás de Wall-E e dos dois primeiros filmes da franquia Toy Story, e dirigiu campeões de bilheteria como Monstros S/A, Divertida Mente e Up: Altas Aventuras. Só hit. 

  • O problema: a Pixar não emplaca um blockbuster original desde que Docter deixou o chão de fábrica e assumiu a direção criativa, em 2018. Hoje, o estúdio vive de sequels.

  • Docter subiu para ocupar o cargo de John Lasseter que saiu acusado de assédio sexual. Lasseter tinha fama de microgerenciador, mas seu filtro rígido dava resultado: ele foi a cabeça por trás da ascensão da Pixar, e liderou o revival da Disney com Frozen e Zootopia


Docter admite que não é tão durão, e não teve o crivo necessário com Luca ou Turning Red, dois roteiros autobiográficos que não conquistaram o público. Agora, seu plano é apostar novamente em ideias de apelo universal — como os monstros no armário e brinquedos falantes de outrora.

Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.

UM NÚMERO

1 a 3 milhões de toneladas

É o tanto de fertilizantes fosfatados que pode faltar para o agronegócio brasileiro em 2026 por conta do bloqueio no Estreito de Ormuz, de acordo com uma nota técnica do Ministério da Agricultura publicada hoje

  • Nossas plantações usam 8 ou 9 milhões de toneladas de fosfatados por ano, e até 85% desse total é importado. 

  • Cerca de 40% da ureia e 20% da amônia produzidos no mundo passam por Ormuz; as duas substâncias são matéria-prima dos fertilizantes.

UMA FRASE

O ponto é que os juros caem e a bolsa sobe. É hidráulico.

André Moor, chefe do Bradesco BBI, em entrevista ao Pipeline. Ele espera que a queda na Selic prevista para 2026 finalmente ponha fim ao jejum de IPOs na B3: a última empresa a abrir capital na bolsa brasileira foi a Vittia, em setembro de 2021.

UM GRÁFICO

O Brent subiu sem tanta pressa ao longo da primeira semana de ataques ao Irã. O pânico só se instalou para valer entre a noite de domingo (8) e a manhã de segunda (9). O barril chegou a disparar 30% e roçou nos US$ 120, a maior variação dentro de um dia desde 1988.

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Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito

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