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Genu-in, a aposta da JBS em colágeno, prepara expansão

Em 2022, a JBS investiu R$ 400 milhões na criação da Genu-in. É uma fábrica em Presidente Epitácio (SP) que converte a pele dos animais abatidos pelo frigorífico em um produto mais lucrativo do que o couro: proteína pura.

  • Hoje, a Genu-in produz 6 mil toneladas anuais de gelatina e outras 6 mil de peptídeos de colágeno. “Peptídeos” são as moléculas que se conectam como miçangas para formar as proteínas.

  • A gelatina é usada, por exemplo, em cápsulas de remédio. Já os peptídeos vão para alimentos e bebidas proteicas, suplementos tipo whey e cosméticos. A margem de lucro passa dos 30%. 


Enquanto a Genu-in planeja se expandir, a fábrica atual opera no limite da capacidade. Natural: com a mania global por proteína, o mercado de colágeno para suplementos já movimenta US$ 7,5 bilhões por ano.

HOJE VAMOS FALAR SOBRE

🥤 Coca-Cola põe R$ 30 bi no Brasil

🏍️ Keeta adia chegada ao Rio

🧊 Natura investe em skincare antártico

🟢 CVM dá sinal verde para Aegea

HIGHLIGHTS

✈️ Governo dá uma mãozinha às aéreas

O governo federal mexeu nas regras dos empréstimos para companhias aéreas. Agora, elas vão poder gastar até 30% da verba para novas aeronaves com peças de reposição e treinamentos. Antes, eram 10%. A ideia é garantir que as empresas tenham recursos para manter os aviões em operação.

🏍️ Keeta adia chegada ao Rio

O app de delivery Keeta, que já opera em São Paulo, adiou o lançamento no Rio, que estava previsto para a semana que vem. Segundo a empresa, o problema é que muitos restaurantes têm contratos de exclusividade com apps concorrentes. Isso deixa um leque de opções pequeno para o novo serviço.

🥤 Coca-Cola põe R$ 30 bi no Brasil

Geraldo Alckmin anunciou hoje em um evento que a Coca-Cola vai investir R$ 30 bilhões em novas fábricas e centros de distribuição no Brasil até 2030. O vice-presidente, que agora também acumula o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, não deu mais detalhes.

UMA IMAGEM

O fundo de venture capital da Natura acaba de investir R$ 18 milhões na startup uruguaia Antarka, que pesquisa microrganismos na Antártica em busca de novas moléculas para cosméticos. 

  • O carro-chefe é uma enzima que repara danos causados por radiação ultravioleta no DNA das células da pele.

  • O novo princípio ativo vai aparecer em produtos já existentes das linhas Chronos e Renew antes de ganhar um lançamento próprio.

Na foto: Pesquisador coleta amostras biológicas no Monte Erebus, na Antártica. O local contém microorganismos adaptados à sobrevivência em condições extremas. Crédito: Stenoell/Wikimedia Commons/CC BY 4.0.

O MELHOR DO The Wall Street Journal

Quatro maneiras de reorganizar sua semana

O expediente tradicional, das 9h às 18h, não é amigo de um mundo com cada vez mais mensagens de trabalho a qualquer hora, muito menos de reuniões por vídeo com colegas em outro fuso-horário.

  • Quem tem horários flexíveis ou uma rotina de trabalho híbrido pode testar estratégias diferentes e descobrir que dias fora da caixa podem dar resultados fora da caixa.

  • Uma opção é separar mais tempo livre de manhã e trabalhar noite adentro. Pode ser mais fácil encarar tarefas domésticas e exercícios logo cedo do que ir à academia depois do serviço. 

Outra ideia é esticar o almoço para fazer compras, por exemplo. Assim, você não precisa ir depois do expediente (com um bônus: saindo mais tarde para compensar a pausa maior, dá para escapar do horário de pico).

Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.

UM NÚMERO

141%

Foi a alta no lucro recorrente da Axia (a antiga Eletrobras) no último trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior. Em valores absolutos, a empresa embolsou R$ 1,25 bilhão

  • A alta vem, em grande parte, da redução de provisões. Sem essas reservas para adiantar possíveis gastos no futuro, o lucro engorda.

UMA FRASE

Não existe regulação para o IPO reverso. Não é ilícito, mas deveria haver uma auditoria completa, semelhante à que se exige em um processo de listagem.

Lúcia Ferres, advogada especialista em mercado de capitais, em entrevista ao UOL sobre o chamado “IPO reverso”: quando uma empresa entra na bolsa comprando outra que já está listada. Foi assim que Reag e Fictor, que agora estão em apuros, chegaram à B3 sem passar por uma auditoria.

UM GRÁFICO

A concessionária de saneamento básico Aegea acaba de conseguir um registro de categoria A com a CVM, que permite vender ações na bolsa.

  • A empresa cogita estrear na B3 desde o fim do ano passado, mas ainda não fechou a decisão.

Hoje, a Aegea atende 39 milhões de pessoas em 892 municípios. Dez anos atrás, em 2015, ela operava em só 42 cidades.

ERRAMOS

Na nota “GPA corre contra o tempo para honrar suas dívidas”, publicada na quarta (25), dissemos que as contingências tributárias e trabalhistas da empresa são, “em grande parte, herança do Assaí e de outras marcas que já foram do grupo”. Não é isso. A dívida é herança do próprio GPA, mas da época em que controlava o Assaí e outras varejistas.

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Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito

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