Com Estapar e Indigo, estacionamento vira negócio de peixe grande
A Estapar é controlada por André Esteves, do BTG. Sua maior concorrente é a multinacional Indigo, que atua em 10 países. Cada uma fatura R$ 2 bilhões por ano. Ou seja: o setor de estacionamentos se torna cada vez mais um negócio de gente grande.
A Estapar tem 520 mil vagas em 800 estacionamentos pelo país, e possui a concessão da Zona Azul de São Paulo. Sua receita cresceu 18% em 2025.
Já a Indigo, com 350 mil vagas, investiu R$ 300 milhões para modernizar e expandir sua operação brasileira ao longo de 2025.
Cada uma delas estima ter 10% do mercado nacional. E as duas planejam crescer avançando sobre os negócios “artesanais”: o grosso dos estacionamentos do país ainda pertence a empresas familiares, com poucos terrenos.
Leia mais nesta reportagem de Rikardy Tooge.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
💰 BNDES lidera aporte na Simpar
🚂 Rumo reduz tarifas para atrair agro
🩹 Oncoclínicas anuncia novo CEO
📦 Shopee aluga 220 mil m² em galpões
HIGHLIGHTS
💰 BNDES lidera aporte na Simpar
O BNDES vai liderar um investimento de R$ 3,1 bilhões no grupo Simpar e duas de suas empresas: Movida e Vamos. Do total, R$ 1,35 bilhão vai vir do banco de fomento – que ganhou a opção de comprar até 5% da JSL, empresa de logística do grupo, por R$ 112 milhões. É o preço de mercado dessa fatia.
🩹 Oncoclínicas anuncia novo CEO
O fundador Bruno Ferrari renunciou ao cargo de CEO na Oncoclínicas. Assume o diretor médico Carlos Gil. Em crise, a rede buscava executivos para o cargo desde o fim do ano passado. Embora tenha sido anunciado em fato relevante como interino, Gil já fala como definitivo.
🚂 Rumo reduz tarifas para atrair agro
A Rumo cortou suas tarifas ferroviárias em 10% para competir com modais mais baratos no Mato Grosso. Nos últimos anos, o agronegócio ganhou um novo caminho: caminhões levam os grãos até uma rede de hidrovias, que escoam a produção até portos no Pará.
UMA IMAGEM

Uma lei aprovada em 2025 obriga o governo federal a contratar 15 anos de energia da usina termelétrica gaúcha Candiota III, que pertence à Âmbar, dos irmãos Batista. A minuta do contrato, que ainda não foi assinado, está em consulta pública.
O problema: o preço de R$ 540 por MWh está 50% acima da média do mercado. O carvão nacional usado em Candiota não é tão eficaz quanto o importado que outras usinas empregam.
Na foto: Obras na usina Candeia III, em 2011. Crédito: Eduardo Tavares/Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)/CC BY-NC-SA 2.0.

A 100 dias da Copa, guerra no Irã e cartéis preocupam Fifa
Faltam menos de cem dias para a abertura da Copa do Mundo, que será dividida entre três países pela primeira vez: México, EUA e Canadá. E também são três os problemas que assombram a Fifa.
Os mais prementes são violência dos cartéis mexicanos na cidade de Guadalajara, que vai sediar quatro jogos, e o ataque americano ao Irã, cuja seleção se classificou para o torneio.
Além disso, cidadãos de 39 países estão proibidos total ou parcialmente de entrar nos EUA, e a lista inclui países classificados, como Haiti, Senegal e Costa do Marfim. Isso pode barrar até membros da comissão técnica.
O suíço Gianni Infantino, dirigente da Fifa, apoia Trump. Em dezembro, inventou uma honraria às pressas, o “Prêmio da Paz da Fifa”, para agradar o presidente americano – frustrado porque não levou o Nobel. Desde o ataque ao Irã, Infantino evita o assunto nas redes sociais.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
220 mil m²
O equivalente a 27 campos de futebol.
É a área do maior contrato de locação de galpões logísticos da história do país, assinado ontem. A inquilina é a Shopee, e o espaço é um complexo da Marq (ex-GLP) que será inaugurado até o final do ano às margens da Rodovia Presidente Dutra, em Guarulhos (SP).
Apenas 8% da área total de galpões em São Paulo está vazia. É uma taxa ótima para o setor: a procura é suficiente para manter os aluguéis subindo acima da inflação.
UMA FRASE
Só está faltando uma coisa: um guardanapo.
VALE PARAR PARA LER
🔋 A recarga em 9 minutos da BYD
A BYD anunciou em Shenzhen na quinta (5) uma nova geração de baterias automobilísticas que vão de 10% a 70% em cinco minutos, e levam só nove minutos para uma recarga total. Wang Chuanfu, presidente da empresa, citou o conflito no Irã e alta subsequente do petróleo: “Substituir carros movidos a combustíveis fósseis é uma resposta crítica para a segurança energética nacional”.
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Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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