A força das marcas próprias

🛢️ Petróleo a US$ 50: viável, mas doloroso | 🇪🇺 O impacto do acordo UE-Mercosul para o Brasil

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A força das marcas próprias

Para supermercados e farmácias, ter uma marca própria deixou de ser um diferencial e virou um requisito para manter a competitividade.

  • Nas grandes redes, esses produtos já viraram uma fonte indispensável de receita. No Carrefour, 20% das vendas vêm de marcas próprias. Na RD Saúde, elas respondem por 9% da receita bruta – com rótulos como Needs, Bwell e Care Tech.

  • Para competir com as gigantes nesse ramo, redes menores se uniram em associações. Uma delas é a Assifarma, que reúne 12 grupos regionais. A aliança passou a desenvolver produtos exclusivos para seus associados. Hoje, são 1.200 itens, com faturamento perto de R$ 1 bilhão.

Pelas projeções da associação Abmapro, o faturamento de marcas próprias superou os R$ 150 bilhões no ano passado – um avanço anual de 16%. Desse total, R$ 30 bilhões vieram do varejo alimentar.

Hoje vamos falar sobre:

♟️ Aporte à Azul em xeque

🛢️ Petróleo a US$ 50: viável, mas doloroso

🇪🇺 O impacto do acordo UE-Mercosul para o Brasil

👟 O ‘hype’ dos tênis perdeu força?

HIGHLIGHTS

♟️ Aporte à Azul em xeque

A United Airlines pretende investir US$ 100 milhões na Azul. A área técnica do Cade já tinha aprovado o negócio, sem restrições. Mas a associação IPSConsumo alegou ver riscos à concorrência ali. O Cade deu 15 dias para a entidade apresentar mais provas. E, até lá, suspendeu a certidão que encerraria o caso.

🏭 Unigel fecha fábrica em Cubatão

Em recuperação judicial desde outubro, a petroquímica Unigel decidiu fechar a fábrica de estireno em Cubatão. O composto serve de matéria-prima para o plástico e o isopor. A unidade tinha capacidade para produzir 120 mil toneladas por ano – mas já estava praticamente parada, pressionada pela concorrência do estireno importado.

🇺🇸 Vasta se despede da Nasdaq

O conselho de administração da Vasta, empresa de educação controlada pela Cogna, aprovou a deslistagem de suas ações da Nasdaq, nos EUA. O último dia de negociação deve ser 29 de janeiro. A decisão levou em conta, entre outros fatores, a baixa liquidez dos papéis por lá.

UMA IMAGEM

Após um processo de modernização, a refinaria Revap, da Petrobras, começou a operar a unidade que remove o enxofre do diesel.

  • Agora, a refinaria poderá aumentar em 80% a produção do diesel S-10, o tipo de baixo enxofre. Com isso, parte da produção do diesel S-500, mais poluente, será convertida para o S-10.

  • A Revap é uma das refinarias mais importantes da Petrobras: processa até 252 mil barris por dia e responde por 14% da produção de derivados da empresa.

Na imagem: Refinaria Henrique Lage, a Revap, em São José dos Campos (Divulgação).

Meta de Trump de US$ 50 para o petróleo é viável, mas dolorosa

O preço do WTI, o petróleo de referência dos EUA, caiu 20% em 2025, para um pouco abaixo dos US$ 60 por barril. Trump quer ir além. O alvo é US$ 50, na esperança de aliviar o preço da gasolina aos consumidores americanos.

  • Não é impossível. Mesmo antes da operação dos EUA na Venezuela, o Goldman Sachs projetava o WTI em média a US$ 52 em 2026. Agora, com a possível reabertura do mercado venezuelano, a oferta global pode aumentar – e pressionar os preços para baixo.

  • Segundo o Goldman, o barril pode chegar a US$ 50 neste ano se a Venezuela elevar a produção em 44%, para 1,3 milhão de barris por dia. Por ora, porém, ainda não dá para cravar que o país receberá uma onda de investimentos no setor – como veremos logo a seguir. 

Vale o adendo: uma queda de preços cobraria seu preço. Petroleiras americanas (e brasileiras) já sinalizaram que, se o petróleo ficar na casa dos US$ 50 por muito tempo, será preciso cortar investimentos.

Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português. 

UMA FRASE

“Se olharmos para os marcos legais e comerciais existentes hoje na Venezuela, o país é inviável para investimento.”

Darren Woods, o CEO da petroleira americana Exxon Mobil, em reunião na Casa Branca. Na sexta, Trump reuniu 20 executivos das maiores petroleiras dos EUA e pediu que elas invistam US$ 100 bilhões na Venezuela. Segundo relatos obtidos pela Bloomberg, as companhias não pareceram muito entusiasmadas: elas destacaram incertezas legais e a falta de garantias para entrar no país.

UM GRÁFICO

Depois de mais de 20 anos de negociação, a União Europeia deu aval político para o acordo de livre-comércio com o Mercosul. A assinatura está prevista para 17 de janeiro. Depois, o texto ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos dos países sul-americanos.

  • Segundo o IPEA, o acordo pode elevar o PIB do Brasil em 0,46% até 2040. Isso representa um ganho de cerca de US$ 9,3 bilhões em relação a um cenário sem acordo.

  • Em 2025, o Brasil exportou US$ 49,8 bilhões à União Europeia, e importou US$ 50,3 bilhões de lá.

VALE PARAR PARA LER

👟 O ‘hype’ dos tênis perdeu força? 

Durante os últimos 20 anos, o mundo ficou menos formal. O tênis se tornou apropriado para quase tudo, do escritório à balada. E isso ajudou a impulsionar as vendas de Nike, Adidas, Puma... Mas analistas do Bank of America dizem que esse ciclo acabou. Não é que o mercado de tênis vá encolher – mas deve crescer bem mais devagar.

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É isso. Boa semana!

Curadoria e textos: Camila Barros
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito

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