Inpasa: como a rainha do etanol de milho fatura além do combustível
Em 2008, o paulista José Odvar Lopes montou uma usina de etanol de milho no Paraguai. O país vizinho tinha vantagens: o grão e a energia saíam mais em conta, com menos impostos. Deu certo. A Inpasa se expandiu, cruzou a fronteira de volta e hoje é a maior produtora de etanol do Brasil.
No começo, Lopes extraía 220 litros de combustível por tonelada de grão. Hoje, o rendimento é o dobro, e a Inpasa produz 5,8 bilhões de litros por ano – mais do que a Raízen, 100% cana, que caiu para o 2º lugar.
O etanol de milho é até 40% mais barato de produzir que o de cana, já domina mais de 20% do mercado nacional de biocombustível e gera subprodutos lucrativos: óleo vegetal e uma ração animal rica em proteína chamada DDGS, que já é 15% da receita da Inpasa.
Há 15 anos, o etanol de milho era tratado como uma aposta arriscada. Hoje, o setor cresce 33% ao ano no Brasil, e o único problema é escoar a produção: a Inpasa está investindo em 500 vagões e 32 locomotivas.
Leia mais nesta reportagem de Rikardy Tooge.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
🔎 Raízen pede recuperação extrajudicial
✈️ Embraer montará infra para eVTOLs na Austrália
💊 Grupo Mateus vai ter farmácias
🛢️ Petrobras raciona diesel
HIGHLIGHTS
💊 Grupo Mateus vai à farmácia
O Grupo Mateus, de supermercados, se prepara para entrar no setor de distribuição e venda de medicamentos no Norte e Nordeste em parceria com o Grupo Toureiro, que já atua no ramo. A rede é a 3ª maior do Brasil, e segue os passos do Assaí, que planeja abrir 25 farmácias até julho.
✈️ Embraer vai construir infra para eVTOLs na Austrália
A EVE, subsidiária de “carros voadores” da Embraer, fechou um negócio diferente com duas empresas australianas, a Alt Air e a Skysports. A brasileira vai criar infraestrutura para eVTOLs no país. Isso inclui o planejamento das grandes estações de recarga que essas aeronaves elétricas vão exigir.
🔎 Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial
Com R$ 70 bilhões em dívidas, a Raízen pediu um acordo de recuperação extrajudicial. Ela já tem o apoio de credores que representam 40% disso. A negociação deve abranger R$ 65 bilhões da dívida, com a suspensão de pagamentos por 90 dias. Nesse intervalo, a empresa e os credores vão combinar os termos definitivos, que devem incluir a conversão em ações.
UMA IMAGEM

A Volkswagen apresentou seus resultados de 2025 ontem (10) – e anunciou que vai cortar 50 mil postos de trabalho na Alemanha até 2030. O lucro operacional caiu 53% em relação a 2024, e o número de carros vendidos praticamente estagnou: fechou 0,2% abaixo do ano anterior.
O plano, a partir de agora, é economizar R$ 15 bilhões de euros por ano. A Porsche é o maior desafio à reestruturação: o resultado dos esportivos caiu 98% em relação a 2024.
A montadora encara três problemas: o desabamento das vendas na China, a demanda estagnada na Europa e as tarifas de Trump. Nos EUA, os emplacamentos caíram 12% na comparação anual. No Brasil, por outro lado, eles cresceram 9%.
Na foto: Linha de montagem de carros elétricos da Volks na cidade de Emden, na Alemanha. Crédito: Focke Strangmann/Getty.

Ficou fácil enganar o GPS. Difícil é encontrar um substituto.
Bloqueadores de GPS criam uma zona morta em que nenhum gadget consegue determinar a própria localização. Os mais poderosos, de uso militar, alcançam um raio de mais de 100 km, e são uma das armas do Irã para impedir a navegação no Estreito de Ormuz.
Na Guerra da Ucrânia, os bloqueadores russos inutilizaram um tipo de míssil americano guiado por satélite: a taxa de acerto caiu de 60% para 7%.
Drones militares de curto alcance já levam um carretel de fibra óptica de até 20 km que se desenrola conforme o aparelho voa, para manter contato com o solo em caso de interferência.
Agora, empresas de todos os tamanhos estão atrás de métodos de navegação autossuficientes, que podem usar giroscópios, o campo magnético da Terra e até câmeras – o truque é captar imagens do terreno e compará-las ao mapa da região. Nenhum deles, porém, é tão preciso e barato quanto o GPS.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
R$ 32 bilhões
É o tanto que o setor de transporte de cargas rodoviário sonega por ano no Brasil. 43% dos caminhões do país circulam ilegalmente, sem pagar impostos.
O grande problema é a chamada “carta-frete” – um método de pagamento informal que está proibido desde 2011, mas ainda é uma forma comum de remunerar caminheiros sem recolher tributos.
UMA FRASE
“Na prática, a Petrobras está fazendo um tipo de racionamento”
VALE PARAR PARA LER
🤖 Facebook compra a “rede social de IAs”
O Moltbook é um fórum online parecido com o Reddit. A diferença é que todos os usuários são IAs. O projeto já engendrou diálogos perturbadores – como bots discutindo criar a própria religião. Agora, a Meta comprou a rede social e a incorporou ao Superintelligence Labs, que é a ponta de lança da empresa em pesquisa.
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Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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