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A 'Herbalife da energia solar'
🔍 Quem deve fiscalizar os fundos de investimento? | 👶 China faz menos bebês
Ouça a versão em áudio:
'Herbalife da energia solar': marketing multinível impulsiona a iGreen
A iGreen vende energia solar por assinatura usando um modelo de marketing multinível. Na prática, além de vender o serviço, a empresa incentiva que as pessoas paguem para entrar na rede e recrutar novos participantes.
Para ingressar como “licenciado”, é preciso pagar R$ 1.997. A partir daí, a pessoa pode ganhar dinheiro de duas formas: a venda de energia por assinatura para clientes e o recrutamento de novos licenciados.
Os fundadores afirmam que o valor pode ser recuperado em até dez dias e que as comissões crescem “até o infinito” conforme a rede se expande. A empresa também associa a progressão na carreira a recompensas de alto valor, como viagens internacionais e carros elétricos.
Mas o modelo levanta questões. Consumidores relatam dificuldades para cancelar contratos. E o próprio negócio – a intermediação de energia solar subsidiada – opera num vácuo regulatório que já abriu espaço para fraudes bilionárias no setor. Fora a questão matemática: ganhos que "se estendem ao infinito" são um desafio à lógica.
Leia mais nesta reportagem de Greg Prudenciano.
Hoje vamos falar sobre:
🪨 Terras raras de Minas Gerais
💭 O medo que ronda o Vale do Silício
🔍 Quem deve fiscalizar os fundos de investimento?
👶 China faz menos bebês
HIGHLIGHTS
🪨 Terras raras de Minas Gerais
A mineradora australiana Viridis negocia vender terras raras de Minas Gerais para compradores dos EUA e da Europa. O projeto se chama Colossus e está avaliado em US$ 360 milhões. Um ponto central das conversas é fixar um preço mínimo de venda – uma proteção contra os preços agressivos da China.
⚖️ Fôlego extra para a Oi
A Justiça do Rio estendeu por mais 90 dias a suspensão das obrigações extraconcursais da Oi – dívidas que, em tese, deveriam ser pagas mesmo durante a recuperação judicial. É que a Justiça decretou a falência da empresa em novembro. Mas Itaú e Bradesco, dois grandes credores, recorreram. Enquanto o recurso é analisado, as cobranças seguem suspensas.
👋 Cambuhy se despede da Eneva
A Cambuhy, da família Moreira Salles, vendeu a fatia de 3,4% que ainda tinha na Eneva. A empresa nasceu da combinação de duas companhias de Eike Batista: a OGX Maranhão, na qual a Cambuhy investia, e a MPX, investida pelo BTG. Após a fusão, os dois grupos passaram a divergir sobre os rumos do negócio.
UMA IMAGEM

O estilista Valentino Garavani morreu ontem, aos 93 anos. Foi um dos nomes mais influentes da moda no século 20 e ajudou a colocar a Itália no mapa da alta-costura.
A marca que leva seu sobrenome nasceu em 1959 – e quase quebrou no ano seguinte. A virada veio com o empresário Giancarlo Giammetti, que virou sócio e assumiu a parte financeira. A partir daí, o negócio cresceu rápido.
Valentino deixou o comando da grife em 2008. Hoje, a empresa pertence ao fundo Mayhoola, do Catar. A Kering comprou 30% do negócio em 2023 – e poderá assumir o controle total em 2029.
Na foto: Valentino Garavani na exposição “Valentino a Roma: 45 Anos de Estilo”, em Roma, na Itália, em 2007.


O medo que ronda o Vale do Silício: e se esta for a última chance de ganhar dinheiro?
Jovens do Vale do Silício temem esbarrar em um futuro distópico ao virar a esquina. E se perguntam: será esta a última chance de enriquecer? A ideia é que a IA concentrará riqueza nas mãos de poucos empresários de tecnologia, enquanto pessoas comuns perderão espaço no mercado de trabalho.
O resultado disso seria uma economia ainda mais desigual e uma classe média mais enxuta. Por isso, nos círculos tech de São Francisco, ganha força um sentimento de agora-ou-nunca: construir riqueza antes que a IA mude tudo – inclusive o próprio conceito de riqueza.
Esse medo é alimentado por declarações de CEOs como Sam Altman, Dario Amodei e Elon Musk, que falam abertamente sobre uma “transição turbulenta” para a era da IA. Amodei, inclusive, compara o impacto no emprego ao da Grande Depressão.
Ainda é cedo para dizer se essa distopia entrará para os livros de história ou permanecerá nos livros de ficção. Na Califórnia, porém, esse medo já influencia o debate político: cresce a pressão para taxar bilionários, ampliar políticas de habitação e enfrentar a desigualdade.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
1,6%
Foi quanto recuou a produção de aço bruto no Brasil em 2025. Ao todo, foram 33,3 milhões de toneladas, segundo o Instituto Aço Brasil.
Enquanto isso, as importações cresceram 7,4% no ano, para 6,4 milhões de toneladas.
Há meses, executivos do setor reclamam da concorrência do aço chinês, que chega ao Brasil com preços mais baixos e pressiona a produção interna.
UMA FRASE
“O BC tem que ampliar o seu perímetro regulatório e passar a fiscalizar os fundos.”
UM GRÁFICO

Em 2025, a taxa de natalidade da China caiu para 5,6 nascimentos por mil habitantes – o menor nível desde 1949. A população encolheu em 3,39 milhões de pessoas, a maior queda desde a era Mao Tsé-Tung.
Isso cria aquele problema econômico clássico: com uma força de trabalho menor e mais velha, o país corre o risco de crescer menos, consumir menos e gastar mais com previdência e saúde.
Trata-se de um dilema mundial, sobretudo em economias desenvolvidas. Hoje, há 24 países com mais de 1 milhão de habitantes em que pelo menos 20% da população tem 65 anos ou mais.
Morning Cripto
Acompanhe o mercado e as notícias importantes do mundo cripto.
É isso. Boa terça-feira!
Curadoria e textos: Camila Barros
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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