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Etanol de milho, o outro desafio da Raízen

O etanol de milho já responde por 20% da produção brasileira de biocombustível, cresce 33% ao ano e pode ser até 40% mais barato de fabricar que o equivalente da cana. Más notícias para a Raízen, que precisa lidar ao mesmo tempo com o avanço das espigas e com uma dívida de R$ 55 bilhões

  • Hoje, das 28 usinas de etanol em construção no país, 18 vão usar milho como matéria-prima, segundo dados da ANP.

  • As empresas sucroalcooleiras podem aumentar a produção do “sucro” quando o setor alcooleiro não vai bem, e vice-versa. Elas usam essa proporção para proteger a rentabilidade em ciclos de mercado diferentes. 

O problema é que o cenário do açúcar também não é doce. Desde o último pico, em 2023, a cotação caiu quase 50% na bolsa de commodities de Nova York. Culpa das safras maiores, que derrubam o preço.

Leia mais nesta reportagem de Camila Barros.

HOJE VAMOS FALAR SOBRE

🏋️ Patria vende participação na SmartFit

💰 O maior reembolso do mundo

⛏️ Vale investe no cobre de Carajás

🦃 Peru, a commodity que mais subiu em 2025

HIGHLIGHTS

📈 Cosan avalia IPO da Compass

A Cosan anunciou planos de abrir o capital da Compass, que é a distribuidora de gás natural do conglomerado. A ideia é usar a empresa, que está com as finanças em dia, para levantar capital e amortecer o impacto da crise em sua irmã de holding, a Raízen.

👕 Riachuelo estuda follow-on

A Riachuelo disse que avalia uma nova oferta de ações na B3. O objetivo é levantar R$ 500 milhões para abrir até 20 novas lojas por ano. A varejista fechou o ano passado com Ebitda recorde e uma alta de 117% no lucro líquido em relação a 2024. Agora, aproveita o momento auspicioso para crescer. 

🏋️ Patria vende participação na SmartFit

O Patria Investimentos vendeu ontem, por R$ 890 milhões, seus últimos 7% de participação na SmartFit. No auge, a gestora teve 30% da rede de academias e viu o negócio crescer de 5 mil a 5 milhões de clientes em 15 anos. Agora, considera a missão cumprida – e quer focar em outros setores.

O MELHOR DO The Wall Street Journal

O maior reembolso do mundo

Na última sexta (20), a Suprema Corte dos EUA derrubou o festival de tarifas de Trump. Agora, a estimativa é que o governo americano deva 175 bilhões de dólares em reembolsos para os importadores que já arcaram com o ônus nos últimos meses. 

  • Não se sabe se o governo americano vai indenizar automaticamente as empresas afetadas ou se elas precisarão entrar com processos, que podem sair caro e se arrastar por meses. 

  • A Federação Nacional do Varejo dos EUA cobrou do Judiciário “um processo sem entraves para restituir as tarifas aos importadores”. 


Enquanto isso, o problema se alastra: algumas distribuidoras de produtos importados repassaram parte das tarifas a seus clientes americanos – que, agora, também podem buscar compensação.

Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.

UM NÚMERO

US$ 3,5 bilhões

É o quanto a Vale pretende investir na mineração de cobre em Carajás, no Pará, ao longo dos próximos cinco anos. 

  • O primeiro aporte, de US$ 300 milhões, sai ainda em 2026. 

  • Os valores vão aumentar ano a ano até 2030, quando a companhia planeja aplicar US$ 1,1 bilhão na operação.

UMA FRASE

Essa nuvem negra nos ajudou a negociar melhor (...) com locadoras, fornecedores e credores

John Rodgerson, CEO da Azul, em coletiva de imprensa. A nuvem negra, no caso, era a recuperação judicial da empresa. De acordo com o executivo, os credores passaram a aceitar acordos desvantajosos por medo de acabarem com nada caso a companhia aérea quebrasse de vez.

UM GRÁFICO

O peru – sim, a ave – ocupa o posto improvável de commodity que mais subiu de preço ao longo de 2025: 70%. Culpa dos surtos de gripe aviária: desde agosto, 2,1 milhões de aves morreram (ou foram sacrificadas) só nos EUA. 

  • Considerações avícolas à parte, os metais dominam o ranking de altas. A demanda por alumínio, especificamente, subiu por causa de EVs, data centers e outras aplicações high tech, e as tarifas dos EUA não ajudaram

VALE PARAR PARA LER

🎾 A nova raquetada da Faria Lima

A ascenção João Fonseca reacendeu o interesse pelo tênis no Brasil e atraiu o mercado financeiro. Corretoras e gestoras passaram a estruturar fundos para bancar jovens atletas e criar experiências exclusivas para clientes durante torneios como o Rio Open. O objetivo é usar o esporte – que sempre andou de mãos dadas com a elite econômica – como plataforma de relacionamento e negócios.

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É isso. Boa terça-feira!

Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito

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