CVC corre contra o tempo para vencer dívida de curto prazo
A CVC tem que convencer mais gente a viajar se quiser terminar o ano com mais fôlego no caixa. A empresa de viagens enfrentou um cenário de vendas bem mais adverso do que esperava no começo do ano.
Passagens mais caras e preços mais atrativos na concorrência fizeram parte de um primeiro semestre de alta pressão.
Apesar disso, a CVC diz que não vai precisar entrar no bonde das RJs: afirma ter caixa suficiente para 2026 e início de 2027.
O essencial: a geração de caixa ali foi de R$ 60 milhões no segundo trimestre. Metade do que tinha entrado um ano antes. E a CVC terá um outubro vermelho pela frente: é o mês em que vencem R$ 80 milhões em dívidas.
Leia mais nesta reportagem de Raquel Brandão.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
🍃 Aeris busca acordo com credores
🛫A alta dos voos no Rio
📰 O acordo da CIA com Steve Jobs
🔴 A fantástica dívida de US$ 40 trilhões
HIGHLIGHTS
🍃 Aeris pede proteção contra credores
A fabricante de pás eólicas Aeris terá de renegociar suas dívidas. O processo envolve um pedido na Justiça para suspender execuções de credores por até 60 dias – esse mecanismo costuma anteceder pedidos formais de recuperação.
🛢️ A Petrobras e a dívida da Oceânica
A Petrobras cancelou alguns contratos com a Oceânica. A petroleira responde por 95% da receita da empresa de manutenção submarina. Desde o anúncio, na semana passada, os títulos de dívida da Oceânica tombam 10% – mais um revés no fragilizado mercado brasileiro de crédito privado.

A dívida oculta que a Apple tem com a CIA
Uma boa história de bar: em 1986, Steve Jobs tinha deixado a Apple e comandava outra companhia, a NeXT. Com a empresa afundada em problemas e prestes a fechar, um resgate inesperado bateu à porta: a CIA queria a tecnologia da empresa.
Fecharam um acordo confidencial para desenvolver análise de imagens de satélite. Como em 007, agentes circulavam pelo escritório e caminhões sem identificação transportavam chips e processadores.
A ambição maior de Jobs na época, porém, não era exatamente fornecer serviços para o Pentágono. Ele dizia que era “mudar a história da música”.
E foi o que aconteceu. Em 1996, a Apple comprou a NeXT e Jobs voltou ao comando da empresa que tinha fundado. Na maçã, Jobs criaria o iPod, que, sim, mudou a história da música. Mais tarde, o iPod daria origem ao iPhone – que mudou a história do mundo.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
13%
Essa é a alta que se espera na oferta de voos internacionais no Rio de Janeiro em 2026, na comparação com 2025.
A maior propulsora aí é a Gol. Ela instalou seu hub internacional no aeroporto do Galeão – com rotas para Nova York, Orlando, Paris e Lisboa.
Nesse ritmo, o Rio deve concentrar 22% dos voos internacionais neste ano.
UMA FRASE
Não pensei que fosse tão difícil
A Bash nasceu na pandemia, na enxurrada de marcas digitais, mas não decolou. Agora a marca direciona os esforços numa linha de maquiagens para um público específico: quem sofre com acne.
UM GRÁFICO

A dívida pública dos EUA superou US$ 40 trilhões. Dá 125% do PIB – mais do que no fim da Segunda Guerra Mundial. A real: os gastos do governo por lá explodiram na pandemia. E nunca mais voltaram a um patamar racional.
A aceleração é o que impressiona. Há dois anos, a dívida era de US$ 35 trilhões. De lá para cá, ela engordou o equivalente ao valor de mercado da Apple – mais quatro Petrobras de troco.
Onde pega no seu bolso: dívida em alta nos EUA significa juro alto por lá. Isso mantém o dólar caro – o que alimenta a inflação aqui. Para combater a inflação, a Selic sobe. E você paga mais juros na hora de financiar qualquer coisa.
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Curadoria e textos: Camila Paim
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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