Vulcabras traça planos para disputar lifestyle com Nike e Adidas
Em 2020, a Vulcabras vendeu a marca feminina Azaleia para focar em tênis esportivos. Funcionou. A dona da Olympikus vem conseguindo bons resultados com a linha Corre.
A empresa investiu R$ 1 bilhão em maquinário e pesquisa desde 2021, e a melhora dos tênis se refletiu em altas nas vendas – que vêm subindo há 22 trimestres consecutivos.
Para 2026, o plano da Vulcabras é ir além da ergonomia e morder uma fatia do mercado de sapatos casuais, dominado por gigantes como Adidas, Nike e Puma.
Um dos trunfos da empresa são as fábricas próprias, em território nacional. Elas reduzem o intervalo entre o design e o lançamento de um tênis Olympikus a só 4 meses. Para um calçado fabricado no Sudeste Asiático, são 12.
Leia mais nesta reportagem de Raquel Brandão.
HOJE VAMOS FALAR SOBRE
🚧 Justiça suspende venda de mina da Equinox
📦 Amazon desafia Daki e IFood
🛢️ Campo de Wahoo liberado para a Prio
🌎 Rússia tira Brasil do top ten dos PIBs
HIGHLIGHTS
🚧 Justiça suspende venda bilionária de mina de ouro
A mineradora canadense Equinox Gold anunciou em dezembro que venderia sua operação no Brasil para a chinesa CMOC por US$ 1 bilhão. O problema: os direitos de extração de uma das minas pertencem à estatal baiana CBPM, que arrenda a operação para a Equinox e não foi consultada. A Justiça suspendeu a venda.
💊 RD Saúde vende 4Bio para Profarma
A Raia Drogasil vendeu a 4Bio por R$ 600 milhões ao grupo Profarma, que é dono de marcas como Drogasmil e Farmalife. A 4Bio é uma distribuidora especializada nos chamados medicamentos “especiais”: produtos caros e difíceis de manusear, que não são vendidos em farmácias comuns.
📦 Amazon desafia Daki e IFood
A Amazon lançou ontem (3) o Amazon Now, um delivery de mercado que promete entregas em, no máximo, 15 minutos. Para dar conta do prazo, os entregadores vão retirar os pedidos em microcentros de distribuição, que a varejista já montou em endereços estratégicos de oito capitais brasileiras.
UMA IMAGEM

Uma parte razoável da produção de grãos do Mato Grosso vai de caminhão até a estação de transbordo de cargas de Miritituba, no sul do Pará. De lá, as barcaças da Hidrovias do Brasil levam a carga até o porto de Vila do Conde, de onde saem os navios para outros países.
O primeiro trimestre é o pico da safra de soja, e o trânsito em Miritituba não vai bem: a via de acesso ao terminal está em obras – e não dá conta do fluxo de caminhões, que aumentou em relação a 2025.
A hidrovia paraense gera 60% do Ebtida da empresa, e o CFO já declarou que a lentidão no embarque vai afetar o próximo balanço da companhia.
Na foto: A estação de transbordo de cargas de Miritituba. Crédito: Hidrovias do Brasil/Divulgação

Como a dona do Claude virou inimiga de Trump
Dario Amodei, CEO da Anthropic, causou rebuliço no Pentágono no final de fevereiro, quando não autorizou as Forças Armadas a usarem tecnologia da empresa para espionar cidadãos americanos ou fabricar armas autônomas.
Trump e seu secretário de Defesa – um antigo âncora da Fox News chamado Pete Hegseth – não gostaram, e proibiram o governo federal de usar ferramentas da Anthropic.
“Os EUA nunca vão permitir que uma companhia woke, de esquerda radical, possa ditar como nosso grande exército luta e vence guerras”, disse Trump.
Como retaliação, Hegseth decretou a Anthropic um “risco para a cadeia de suprimentos”, o que impede a empresa de fechar negócio com outras companhias que prestam serviços para o governo americano, como a Microsoft e a Lockheed Martin.
Leia mais nesta reportagem do Wall Street Journal, em português.
UM NÚMERO
40 mil
Esse é o número de barris de petróleo que a Prio planeja extrair diariamente no campo de Wahoo, na Bacia de Campos, que acaba de receber aval do Ibama para operar.
A nova jazida vai aumentar a produção da empresa em 25% até o final de abril.
Destaque para o custo de extração, de apenas US$ 1 por barril. Nos outros campos da Prio, a média está em US$ 17.
UMA FRASE
A troca de posições diz mais sobre a Rússia e as oscilações da sua moeda do que sobre o Brasil.
UM GRÁFICO

O balanço do quarto trimestre da Petrobras sai quinta à noite, e a estimativa consensual é que o Ebitda da petroleira vai ficar em US$ 10,6 bilhões. Esse cálculo, naturalmente, considera o preço do barril no final de 2025, que ficou entre US$ 60 e US$ 65.
Desde o início da guerra no Irã, o Brent já subiu 13%. Fechou ontem em quase US$ 82.
Com o barril nesse patamar, o Ebitda estimado para a estatal seria bem maior, de US$ 14 bilhões.
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Curadoria e textos: Bruno Vaiano
Edição: Alexandre Versignassi
Design: João Brito
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